Vale o socorro de especial valência, particular, única. Impele em direcção continuada, invariavelmente a que se pressupõe no dito firme e alegórico “para a frente”. Mesmo quando a mão é fraca pode caber que a sorte nos presenteie com trunfos; e assim é.
É nestas ocasiões, ainda que subsidiado, que o monge deve promover a iniciativa de fazer, ele próprio, o hábito.
monge a ler, rembrandt
“Em cada gesto perdido
Tu és igual a mim
Em cada ferida que sara
Escondida do mundo
Eu sou igual a ti
Fazes pinturas de guerra
Que eu não sei apagar
Pintas o sol da cor da terra
E a lua da cor do mar
Em cada grito de alma
Eu sou igual a ti
De cada vez que um olhar
Te alucina e te prende
Tu és igual a mim
Fazes pinturas de sonhos
Pintas o sol na minha mão
E és mistura de vento e lama
Entre os luares perdidos no chão
Em cada noite sem rumo
Tu és igual a mim
De cada vez que procuro
Preciso um abrigo
Eu sou igual a ti
Faço pinturas de guerra
Que eu não sei apagar
E pinto a lua da cor da terra
E o sol da cor do mar
Em cada grito afundado
Eu sou igual a ti
De cada vez que a tremura
Desata o desejo
Tu és igual a mim
Fazes pinturas de sonhos
E pinto a lua na tua mão
Misturo o vento e a lama
Piso os luares perdidos no chão”
‘Tatuagens’, Mafalda Veiga (com Jorge Palma)