Não se volta atrás; não voltes – mas nunca – atrás. Excepção solitária – que também o nunca se excepciona, olhe-se a regra –, quando sabes estar errado; orgulho não é para confundir com embrutecimento, alma embrutecida. Singularidade da excepção, orgulho afiançado – grosseria não se mistura em combinação com orgulho, enxergue-se; distingue-se, que notável é a diferença, degredo a repudiar do brio que cuidadosamente deverá ser exortado. Voltarás atrás?
Furiosamente, o controlo quer-se mantido – calculista. Na aparência as rédeas são tomadas e assim se expõe do privado para o público – instrumentalista. Presunção que presume domínio; de si, para si; e réplica vendida ao exterior – vendido, pois, o interior (derrota?, embaraço imbuído no sentimento da derrota que não acontece por ter acontecido?). Um pouco dos dois, do controlo e da sua ilusão – universo maniqueísta. Ou assim dizes.
Voltar atrás. Palavra dada – quem? –, decisão firmada – futilidade... Só se. Orgulho sem abalo – e onde o brio? Não embrutecido, é o que importa porquanto prevaleça. Justifique a sua sentença. Não, isso acabou. Só a mim e nem isso; conforme indique, assim dependendo, a bússola da vontade; disposição (paciência?). Não, escuso justificações. A ilusão do controlo, imergida para dentro ou emersão exteriorizada, asserção da minha responsabilidade ser-me exclusiva. Saciado? Diz-me, orgulho ou soberba – à – bruta? Não me baralhas, a resposta a mesma: silêncio. Não digo.
Beatos de confessionário são já demais. Não que importe. Marimbo-me deles. Eu dispenso, confessionário não é para mim que não digo. Porque a ilusão de dominar é domínio iludido; muito mais satisfatório, muito melhor. Voltar atrás? Não há retrocesso – sem lugar que lhe caiba, cedendo –, extirpa-se o logro; desengane-se equívoco burlão. Só se. Para não embrutecer. Só se; ou sequer isso, gáudio para a teimosia. Voltar atrás talvez, se voltar para a frente. Já não há necessidade que inculquem frases feitas, indigência transposta por pensar que se tornou próprio, característico; assim sendo bom pensar, e simula-se de cenário em cenário, querendo-se lá saber se é verdade que se processa ou ilusão – outra – que se acrescenta.
Basta a convicção – arrogo? – e o trajecto vê-se marcado. Vai-se fazendo marcado, cúmulo de opções rapidamente esquissadas em mente – boçal? – e executadas no terreno; causalmente dependentes, independentes em realidade que se torneia singular – única e exclusiva, nem mais.
Voltar atrás? Talvez e só se para a frente. Recuso viver futuro conjugado no passado.
“Have I no control, is my soul not mine?
Am I not just man, destiny defined?
Never to be ruled nor held to heel.
Not heaven or hell just the land between.
Am I not man, does my heart not bleed?
No Lord, no God, no hate, no pity, no pain, just me.
Comprehend and countermand.
Synchronous guidance. I choose my way.
Never to be ruled nor held to heel.
Not heaven or hell just the land between.
and am I not man?
So why do I love when I still feel pain?
When does it end, when is my work done?
Why am I lone and why do I feel
that I carry a sword through a battle field?
So why do I love when I still feel pain?
When does it end, when is my work done?
Why do I fight and why do I feel
that I carry a sword, that I carry a sword?”
‘Joy’, VNV Nation
neurose fobica
Afixado por: junior em agosto 12, 2005 05:56 PMSabes o que te digo?A última frase não podia vir mais a calhar... para mal dos que me rodeiam. O u não, dependendo da perspectiva.
Afixado por: eMe. em agosto 12, 2005 06:53 PMGarantidamente, parece, Junior.
Tu é que sabes, eMe. Tu é que sabes... só tu.
Afixado por: PmA em agosto 12, 2005 07:42 PM16 Setembro Hard-Club
Afixado por: em setembro 5, 2005 06:35 AM