A noite desceu à cidade. É tarde demais para mudar. Circunstâncias, situações, gentes. Simplesmente demasiado tarde. Cristalizaram-se as obsessões, as virtudes, as vicissitudes, cristalizaram-se num encerro inapelável. A representação manifesta-se por uma concordância mais próxima da realidade de cada um; a mentira, enquanto ideal puro, retira-se da estratégia das cenas: ou se quer ou não.
As estereotipias estão para ficar, a reflexividade assume-se permanente nas práticas quotidianas. Perde-se em flexibilidade, em capacidade polivalente, em adaptação ao estranho e diferente. É a história do hedonismo. E assim os regimes de comunhão se secundarizam, enquanto os processos de individuação ao extremo do solipsismo ocupam os lugares de charneira; do eu acima de qualquer outro. Não se partilha mas tolera-se. Relação que nunca antes se aproximara de forma tão esclarecida da ideia mais redutora do conceito de contrato; tudo é negociado, contratualmente decidido na lógica de mercado entre ganho versus perda.
Santas e santos permanecem incólumes nos altares. Quem vive numa existência do normal profano é quem fica sempre tramado pela trama do real.

pois é... as pessoas sofrem todos os dias, é normal isso, so as cinderelas e os principes encantados é que ficam sempre iguais, com as suas vidas cor de rosa... :P
Afixado por: chavininha em julho 16, 2005 12:06 AMPríncipes e Cinderelas só existem nos livros....ou nos blogues!
Afixado por: hodiguitria em julho 16, 2005 07:48 PMSerá que só príncipes e cinderelas vêem as suas vidas pelo cor-de-rosa? Talvez, todavia julgo que ainda os buscamos, quer existam apenas em livros... ou blogues.
;)