maio 31, 2006

Something’s missing…


Saudade… factor externo que condiciona o consciente ou facto consciente aferido a objecto exterior tido como de pertença? Não sei; não gosto, acho...


...

And I miss you when you're not around
I'm getting ready to leave the ground

Oh you look so beautiful tonight
In the city of blinding lights

Time...time...time...time...time
Won't leave me as I am
But time won't take the boy out of this man

Oh you look so beautiful tonight
Oh you look so beautiful tonight
Oh you look so beautiful tonight
In the city of blinding lights

City of blinding lights’, U2

Publicado por PmA em 04:35 PM | Comentários (5)

maio 27, 2006

RiR, Lx 2006


Muito pó, muita confusão, muito mal organizado; muitos miúdos de colo que não deviam sequer aceder ao recinto. Primeiro dia do Rock in Rio, noutra das suas edições.
Só volto lá se for pelos Red Hot. De resto não me apanham mais nestes festivais, como lhes chamam...

entrada rir 2006

Publicado por PmA em 08:20 PM | Comentários (2)

maio 24, 2006

Quando o monge faz o hábito…


Um dia vou ao confessionário. Não um desses com padres. Outro, daqueles meio reais meio imaginários. Uma qualquer construção mental que não descortino ainda. Não são os pecados que me afligem, antes uma certa incompetência no pensar e agir que prostra faculdades que se arroga ter sempre em presença, garantidas.

Vale o socorro de especial valência, particular, única. Impele em direcção continuada, invariavelmente a que se pressupõe no dito firme e alegórico “para a frente”. Mesmo quando a mão é fraca pode caber que a sorte nos presenteie com trunfos; e assim é.

É nestas ocasiões, ainda que subsidiado, que o monge deve promover a iniciativa de fazer, ele próprio, o hábito.


MONGE A LER

monge a ler, rembrandt


Em cada gesto perdido
Tu és igual a mim
Em cada ferida que sara
Escondida do mundo
Eu sou igual a ti
Fazes pinturas de guerra
Que eu não sei apagar
Pintas o sol da cor da terra
E a lua da cor do mar
Em cada grito de alma
Eu sou igual a ti
De cada vez que um olhar
Te alucina e te prende
Tu és igual a mim
Fazes pinturas de sonhos
Pintas o sol na minha mão
E és mistura de vento e lama
Entre os luares perdidos no chão
Em cada noite sem rumo
Tu és igual a mim
De cada vez que procuro
Preciso um abrigo
Eu sou igual a ti
Faço pinturas de guerra
Que eu não sei apagar
E pinto a lua da cor da terra
E o sol da cor do mar
Em cada grito afundado
Eu sou igual a ti
De cada vez que a tremura
Desata o desejo
Tu és igual a mim
Fazes pinturas de sonhos
E pinto a lua na tua mão
Misturo o vento e a lama
Piso os luares perdidos no chão

Tatuagens’, Mafalda Veiga (com Jorge Palma)

Publicado por PmA em 02:27 PM | Comentários (0)

maio 23, 2006

Paths


Tempo não tem escasseado. Paciência, ao invés, fraquejando sem intermitências constatando na esparsa actualização/ criação de posts; porque, julga-se, as motivações orientam-se agora noutros sentidos que, não excluindo de todo a edição de novos posts, a limitam sobremaneira – e dessas não apresento qualquer reclamação.

E aqui o espacito carece já de uma leve lavagem ao rosto, links a sair, outros previstos a entrar no burgo, imagens novas, outras recicladas ou movidas. Mesmo o motor editorial é antigo, algo obsoleto aferindo-se em relação a outros… Em breve, todavia, o compromisso de materializar – consumando – boa parte dessas carências. O ritmo de posts, esse, permanece na dúvida, se bem que pouco se possa assegurar quanto a um ritmo de alguma constância.


no title

With the sunlight died and night above me
With a gun for a lover and a shot for the pain inside
You run for cover in the temple of love
You run for another its all the same
For the wind will blow and throw your walls aside

With the fire from the fireworks up above
With a gun for a lover and a shot for the pain
You run for cover in the temple of love
I shine like thunder cry like rain
And the temple grows old and strong
But the wind blows longer cold and long
And the temple of love will fall before
This black wind calls my name to you no more

Temple of Love', Sisters of Mercy

Publicado por PmA em 05:11 AM | Comentários (0)

maio 19, 2006

Ontem

pc_bilhete

Revisitado, alguns anos depois. Continua a ser uma das melhores vozes da terra, coloquem-se à parte gosto de e estilos musicais. Ao segundo E Depois do Adeus, este tocado e cantado nas maneiras do original, reconciliei-me com a música. Talvez me tenha reconciliado em verdade comigo próprio. E Depois do Adeus… o (re)começar de novo; idílico, em terras bem concretas.

“[…]
E desde então se lembro o seu olhar
É só pra recordar
Que lá no baile não havia outro igual
E eu ia para o bar
Beber e suspirar
Pensar que tanto amor ainda acabava mal

Batia o coração mais forte que a canção
E eu dançava (dançava)
Sentia uma aflição
Dizer que sim, que não
E eu dançava (dançava)

[…]”

Nini dos meus quinze anos’, Paulo de Carvalho

Publicado por PmA em 09:36 PM | Comentários (2)

maio 02, 2006

Felídeo

Ele miava. Ela coçava-lhe o pêlo.
Já observara cenários menos bons...

BLACK CLOTHES, WHITE CAT

black clothes, white cat, 2005, chris roberts-antieau

Publicado por PmA em 03:20 PM | Comentários (4)