“Oh, the heads that turn
Make my back burn
And those heads that turn
Make my back, make my back burn
The sparkle in your eyes
Keeps me alive
And the sparkle in your eyes
Keeps me alive, keeps me alive
The world
And the world turns around
The world and the world, yeah
The world drags me down
Oh, the heads that turn
Make my back burn
And those heads that turn
Make my back, make my back burn, yeah
The fire in your eyes
Keeps me alive
And the fire in your eyes
Keeps me alive
I'm sure in her you'll find
The sanctuary
I'm sure in her you'll find
The sanctuary”
‘She Sells Sanctuary’, The Cult
- Tenho medo.
- Do mesmo… a conversa de sempre.
- Não. Da novidade.
"Na terra dos sonhos, podes ser quem tu és, ninguém te leva a mal
Na terra dos sonhos toda a gente trata a gente toda por igual
Na terra dos sonhos não há pó nas entrelinhas, ninguém se pode enganar
Abre bem os olhos, escuta bem o coração, se é que queres ir para lá morar"
'Na Terra dos Sonhos', Jorge Palma

“Tira a mão do queixo, não penses mais nisso
O que lá vai já deu o que tinha a dar
Quem ganhou, ganhou e usou-se disso
Quem perdeu há-de ter mais cartas para dar
E enquanto alguns fazem figura
Outros sucumbem à batota
Chega aonde tu quiseres
Mas goza bem a tua rota
Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar
Todos nós pagamos por tudo o que usamos
O sistema é antigo e não poupa ninguém, não
Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem
Que a dependência é uma besta
Que dá cabo do desejo
E a liberdade é uma maluca
Que sabe quanto vale um beijo
Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar”
‘A gente vai continuar’, Jorge Palma
- Porque rai...
- Shiuu! Não ladra.

"Hey Ah Na Na
Ignorance is over
Over
Hey Ah Na Na
Ignorance is spoken
Spoken
Confidence is broken
Broken
Sustenance is stolen
Stolen
Arrogance is potent
What I see is unreal
I've written my own part
Eat of the apple, so young
I'm crawling back to start
Hey Ah Na Na
A romance is fallen
Fallen
I repent tomorrow
Tomorrow
Is suspended my sorrow
Sorrow
Recommend you borrow"
'Rotten Apple', Alice in Chains
Fazem crer que o céu está longe do mar. Mentira. Consigo tocá-lo.
Esgotara a fúria de viver. Comprou um cão e emigrou.
- Aos tropeções?
- Pode-se até cair; de joelhos é que não.

"I'm walking down the line
That divides me somewhere in my mind
On the border line
Of the edge and where I walk alone
Read between the lines
What's fucked up and everything's alright
Check my vital signs
To know I'm still alive and I walk alone
I walk alone
I walk alone
I walk alone
I walk a..."
'Boulevard of Broken Dreams', Green Day
Só a morte mata os medos.
'O Homem e a Morte', Edgar Morin
- Não se explica…

separation, 1900, Edvard Munch
“Don't leave me, don't walk away
Stay beside me for another day
My love for you will never die
Don't leave me, don't go away
Stay near me for one more day
You know my love will never die
I will drown again
Into your arms tonight
Finally to close my eyes
And you to hold me tight
I will drown again
In your arms tonight
Finally to close my eyes
Forever in your arms”
‘Love Never Dies Part 2’, Apoptygma Berzerk
- … E que nome lhe dás?

comfort, 1907, Edvard Munch
"Forever in your arms, you said, forever in my heart
My love for you will make us both climb higher
Driven by the power that is burning in our hearts
You know my faith in you will keep us together
Forever in your arms you said, forever in my heart
My love for you will make us both climb higher
I sense your presence in this room, I feel that you are near
You hold me close and whisper, «Love is forever»
Love is forever...
Love never dies..."
'Love Never Dies', Apoptygma Berzerk
Quem em estado contemplativo, de mãos abertas a aguardar dádiva, contempla o céu confiando que este lhe é devedor, supondo que deste obterá o dom que almeja, vive nada mais que sonho (dementia) ficcionado pela sua mente; mesmo que desse céu ‘chovesse’, por hipótese, o objecto prosseguido saberia o sujeito dar-se conta do facto, dele se consciencializando, atribuir-lhe-ia algum valor? Não creio, a cegueira assoma a quem habituado está em tudo obter sem o devido crédito – noutras palavras, sem que ele próprio, sujeito, se tenha feito merecer.
Aplica-se a regra do potlatch, da dávida, mais correcto, do dom. Nem o céu está para milagres...
A aparência do fenómeno, a sua corrente ou movimento dinâmicos, apresenta-se simples. De facto, não o é. O dom é, ou deve sê-lo em princípio, oferenda desinteressada; mas obriga a retribuição, normativismo consuetudinário. Não existe paradoxo nem contradito, sendo antes que logo à partida o fenómeno se complexifica. E como escalpelizar não é oportuno, faça-se tão somente entender que o próprio dom deve ser percebido numa lógica que assenta no merecimento; merecimento que por si nunca é gratuito. É esta a única dádiva que se deve esperar, pela qual se devem tecer as proposições da expectativa.
Obedecendo a nenhumas regras que não as naturais, a chuva continua a precipitar-se – nesse seu sentido único, descendente, do topo para o rés. Há que buscar a oferenda, há que buscá-la fora do vocábulo popular “caído do céu”. Há que fazer-se merecedor dela mesma, há que retribuí-la porque sim mas também porque o ensejamos; há que retribuir, por interesse latente ou manifesto, por obrigação costumeira mas mais ainda pelo prazer que essa praxis permita; há que retribuir e manter, velada ou não, a esperança de que esse ciclo iniciado se multiplique... até onde os sentidos não se obstarem.
A história está marcada pela guerra, da mais abominável à mais nobre. Guerras que se operam reais ou simbólicas, pouco importa em qual dos planos. Não fomos moldados para desistir: e a alusão à história serviu apenas para confirmá-lo. Vacila-se, mas é bom que não se tombe. Interrogações que surgem, mas que não se esperem todas as respostas. A angústia pode parecer firme, mas o horizonte move vontades. E os tempos mudam... Gratificados pela dádiva ou não.
Há vidas que parecem filmes marados, acabados de sair do forno.
E hoje esteve um dia de sol.
"Look at the stars,
Look how they shine for you,
And everything you do,
Yeah they were all yellow,
I came along
I wrote a song for you
And all the things you do
And it was called yellow
So then I took my turn
Oh all the things I've done
And it was all yellow"
'Yellow', Coldplay