novembro 20, 2004

20 de Novembro

Há oito anos construiu-se um sonho que se evaporou.

Ficam, só e apenas, no presente, os pêsames.



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Publicado por PmA em 04:07 PM | Comentários (5)

novembro 16, 2004

Para obras.

Desta é que necessito mesmo de uma pausa. Encerro, então, este espacito virtual durante o tempo necessário para que as obras de recuperação comecem a demonstrar resultados efectivamente palpáveis. Irei apenas abrir uma excepção, excepção essa que se traduzirá numa única publicação por um destes dias – obviamente que já o tenho definido, mas não faço tenções de o mencionar por ora: há-de aparecer; de facto, nem há-de ser a publicação qualquer coisa de extraordinário mas sim mais um post perdido nestes tantos (demais?) que tenho colocado.
Demasiadas circunstâncias que carecem, ou vêm carecendo, de atitude desde há bastante tempo são agora o prioritário. Hoje iniciei essa postura, ainda que de forma manifestamente superficial. Todavia, de alguma maneira uma ‘partida’ que assumir contornos, por muito perto da invisibilidade que se encontrem.
Após ter conseguido o mínimo de estacionário e de razoável no seio de tamanhas confusões, voltarei a ‘atacar’ aqui no neurose, já que se trata de um espaço que, pouco a pouco, foi conquistando o meu carinho. Cansam-me os muitos melodramas inventados pelos bloggers – alguns! – portugueses que culminam num encerrar ou pseudoencerramento do respectivo blog: quando me apetecer voltarei a este espaço; se, ao invés, não mais me apetecer então ficarei por aqui sem explicações que pretendam justificar aquilo que não é necessário explicar – mas duvido que isto, esta última hipótese, venha a ocorrer; na realidade tenho como quase certeza absoluta que cá retornarei, pois que aprecio o neurose por ser exactamente um espaço para mim e por feito.

Cumprimentos.



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Getting away with it
All messed up
Getting away with it
All messed up
That's the living

‘Getting away with it (all messed up)’, James

Publicado por PmA em 01:31 AM | Comentários (2)

novembro 14, 2004

Fim-de-Semana

O manto escuro do céu azul desdobra-se de novo. O Sol ido promete regressar amanhã: por hoje cumpriu o seu destino. Estrelas visíveis há poucas, inúmeros farripos de água em estado gasoso cobrem-lhes a face. Frio a dar com pau – é sempre assim no Outono à beira mar –, nem por isso fazendo-me abdicar da ideia de uma caminhada, ainda que curta, por ali onde as derradeiras ondas se espraiam. Havia dias que alimentava a vontade (re)encontrar os seus murmúrios – doces, ternos mas impregnados de melancolia; o vento, sopro impiedoso, tornava-me relutante em erguer a cabeça, aninhada na gola de um blusão demasiado fino, e contemplar com a devida atenção aqueles dois azuis que se confundem no horizonte: por cima um mar de estrelas tímidas, por baixo um mar de águas, lágrimas e segredos.

A pior parte, invariavelmente, assoma logo de início, caminhar num endunado areal seco – já me questionei se se pode tirar um curso de modo a que evite contusões derivadas das constantes vezes que me torço em vinte zonas diferentes. Às primeiras passadas no espaço que aos poucos se torna mais molhado, a disposição parece continuar a acalentar-se. Gosto de olhar para trás e observar o carreiro das marcas deixadas impressas naquele chão – uma ténue ilusão de grandeza defronte aos actos pretéritos; num abrir e fechar de olhos desaparecerão, negando assim a tudo e todos que eu alguma vez por ali estivera. O assobio e o frio do vento convencem-me a escutar, usar a audição em detrimento da visão. Rendido, entrego-me a escutar.

Porém, acontece que quando pretendemos escutar o exterior sejamos, de igual maneira, forçados a incursões por nós adentro. Foi o que sucedeu – e não consegui equilibrar os pratos: do mar vinham sons que me embalavam apenas para histórias interiores, histórias a que sempre que posso me escuso. Assim, sem pretensões de ir a um lugar de predilecção e pôr-me a falar comigo, acabei por acumular conclusões – para as quais devia estar preparado – que por muito que verdadeiras me estavam a ser desmedidamente desagradáveis.

A responsabilidade é nossa, a das ilusões. Responsabilidade que apenas partilho comigo e em segredo. Irra, mais as ilusões... foi ela, ilusão, a iludir-me ou eu, ao iludir-me, que a criei? Não importa: basta saber que existe. E se existe desvirtua a realidade, empena a engrenagem do sistema. Mais quando são os próprios que se fazem passar por parvos. Sussurro que o único Mar para mim seria o da Tranquilidade, lá mais acima.


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You can fool yourself
you came in this world alone
(alone)

‘Estranged’, Guns n’ Roses

Publicado por PmA em 11:43 PM | Comentários (0)

novembro 11, 2004

10 Nov 2004

Faz hoje um mês. Era domingo, lembras-te? Optaste, disse que faz hoje um mês, por escolher a porta. Querias mais, mas para mim só existiam duas escolhas possíveis – que se anulavam. Foi a porta, foi sair. Não me despedi. Nem devia. Só me despeço daqueles que ensejo voltar a ver. Ao fechar-se a porta do elevador, e com ela tu, deixei imediatamente de te conhecer.

Recordo o Veloso quando determina que não se ama alguém que não ouve a mesma canção. Tu gostavas de Stones. Eu de Guns, Manic, Alice in Chains, Red Hot, para não ir buscar o Synthpop. Em comum só Morcheeba, Sting e um pouco de U2 e Enya; talvez também James, Entre Aspas e Leonard Cohen. Toleravas Sétima Legião, Heróis do Mar, Zeca Afonso e Stone Roses, Housemartins, Pet Shop Boys. Eras implacável com Pixies, Sisters e, mais ainda, os Faith no More dos meus tempos teen. E eu que não suportava UB-40, Simple Minds, Simply Red e os – ódio de estimação – Cure.
Fosse a música, como canta o Rui Veloso, um critério de aferição e já estaríamos, desde muito cedo, a par do que nos aguardava. Lá está, não chega mas ajuda – deixa antever que a qualquer instante, num qualquer entroncamento, seguiríamos por caminhos distintos, a divergir para o infinito.

Querias mais, querias que ponderasse a hipótese de existência de uma terceira possibilidade que não tardaste em apresentar. Porém, o cansaço continuado de um desempenho no papel de tolo era suficiente para que, de forma preste, rotulasse a tua terceira opção como uma derivada da minha segunda: mantinha, convicta e inabalavelmente, as duas iniciais – e finais – hipóteses de escolha. Ao fim e ao cabo, dois radicais: ou tudo ou nada, o tolo é que não – não cabia no leque de opções esgotado em dois por uma paciência esgotada. Infelizmente para nós, já passou a época de brincarmos e sermos criancinhas. A plausibilidade adulta constrange-nos, em nome da causa da maturidade (?), a irmos escolhendo aqui e ali, deixando ao indelével esquecimento os caminhos que nunca foram escolhidos e que jamais serão trilhados; há que lidar com a escolha que, a modos de uma linguagem binária 0/ 1, verdadeiro/ falso, se traduz em sim ou não: o talvez é mera especulação quando é impossível parar – ou esquerda ou direita, ou cima ou baixo, isto ou não isto, isto e não aquilo.

Continuo a ignorar, assim prefiro fazer o meu julgamento, as tuas pretensões. Desejarias mesmo, sem tretas nem mentiras, viver uma considerável parte do teu quotidiano em ângulo recto? Vejo-te, ponto A, ao centro: absorvendo virtudes e vicissitudes dos extremos, pontos B e C. B no topo, C para o lado; sem que um contacte com o outro – o ponto de intersecção é um único, tu: os outros para além dessa intersecção viviam realidades – felizmente – díspares e distintas. Contudo, a determinada altura, exige-se que uma das rectas suma, para que apenas uma impere: só assim se obtém dignidade, se obtém o sentimento de se ser e estar preenchido – uma exclusão era virtualmente impossível de não acontecer. A resposta, no entanto, cabia ao vértice – que eras – acabando por se mostrar, dando-se ao conhecimento.

Compreendes que se é incapaz de agradar a gregos e troianos? Precisaria, para tal, ter Helena o dom da ubiquidade e, mesmo assim, toda uma ginástica que o ocultasse: que nunca poderia ser descoberta, essa particularidade que asseri ser dom.
O embate violento que implicava a extinção do outro, ainda que num entender simbólico, podia ser protelado; todavia, tal como facto histórico ou evidência, assumia o contorno mais profundo da inevitabilidade. Só precipitei o que aguardava julgamento: inocente ou culpado, 0/ 1, verdadeiro/ falso. Tamanha simplicidade que de facto impressiona – as consequências, pois é, essas é que evitavas a tudo o custo colocar à tua frente, nos teus ombros, a quem de direito – tu – assomava o ónus da decisão.
De entre os males venha o menor. Quase sempre assumimos esta filosofia quando confrontados com evidências bem familiares e deveras particulares. Já que bem não provia em aparecer, ficou o mal menor: mais um destino traçado, numa vida que entronca indefinidamente, que me deixava com a(s) certeza(s) de como agir em prol do que ainda vem – afinal, saíste pela porta.

Saindo pela porta pretendias impor-me uma ilusão que logo exterminei – o dar lugar a dúvidas tinha experimentado o seu suficiente. Na tua ideia querias fazer valer um vou ancorado a um posso voltar. Era já tarde para essa solução, coisa incipiente em demasia. Aglutinei na mesma bagagem as tuas propostas dois e três: sais, se queres; sais mas não entras; ou entras, se sais, para o meu departamento neuronal do esquecimento: era – e foi – esse o meu veredicto. Não obstante – as tuas razões tê-las-ás tu – deixaste a porta do elevador encerrar, encaminhando-o para o r/c, para a saída da tua opção – tornada aqui também na minha. Não ficaste porque – agora abro alas à minha presunção – nunca quiseste ficar. Nunca quiseste ficar – terei que fazer-te ver a destrinça entre paixão e ombro amigo, valores que querias que se perpetuassem em pessoas distintas? – e muito menos eu pretendia fazer-me passar por fardo ou obrigação. Não há finais felizes. Há somente finais. Este foi um final – mais um, tão somente mais um.
Mentiria se assumisse aqui a postura do já te esqueci. Não careço da necessidade da mentira – ou da ilusão. Claro que não esqueci. Aconteceu rápido, fulminante. E o passado é uma carga demasiado pesada para dela me conseguir apartar duma só vez. Vivo-te com intensidade dentro de mim, ainda que a tua presença se encontre a séculos de luz. Não me envergonho de o assumir. Aliás, porque seria motivo de vergonha, mesmo contando com estes – tantos – últimos vexames por que me fizeste passar? Assumo e assumo com orgulho, assumo como quem não nega a sua existência, logo o seu passado, e que experimenta nova fase de reconstrução. Sim, que ainda vou pegando em pedaços no sentido de me fazer só um, colocando peças (idas, expectativas, frames passadas, realidades que vou aflorando) que monto cerebralmente no puzzle 3D passado/ presente/ futuro. Excomunguei-te do meu futuro? Mentiria, novamente, se limitasse a resposta a um redundante sim. Claro que a tua extirpação do meu futuro pressupõe mais dias vividos, mais experiências, mais esquecimento de ti ou o armazenar de expectativas, projectadas ao teu eu, no devido baú que é o das memórias – do passado, irredutível e irreversível.

Tal como um jogo de lego acabado de desmontar, a reconstrução principia-se pelo que é devido: alicerces, estruturas e todos os acabamentos que se possam seguir. É construir do zero-ground. Penso que é a próxima etapa, a senhora que se segue. Quando o zero-ground for coisa minha, então posso pacificamente reencontrar os outros através da única forma possível: de mim. Até lá os afectos de paixão vão ocorrendo em moldes de soslaio, já que não existe – mas só por ora – um sistema de suporte adequado: se sempre em reconstrução permanente, o meu padece de uma fragilidade infelizmente em demasiada carência quanto ao padrão.
Vou-me agarrando ao que tenho – o que por si não é pouco, constituindo insulto se sequer o insinuasse – vivendo, como sugere uma pessoa bem mais que querida, um dia de cada vez. Aos poucos a definição aguça-se, permitindo antever uma réplica mais firme da firmeza que tenho e sou.

Tudo continua estranho, tudo continua difícil. Mas como o futuro se desvenda pelo presente...
Abandonei a área de criminalidade do mestrado que seguia. Concorri a outra, à área do conhecimento que me parece mais fácil, do mestrado em Sociologia da FCSH. Já sabia a priori vir a ser aceite – se no ano (lectivo) que passou o fui... – e pretendo mostrar(-me) quanto valho.
Outras opções a nível profissional vão ganhando sustentáculo, ganhos em premência objectiva. É tempo de mudar, é tempo de aceitar, é tempo de (alguns) pontos finais. E voltar a ser o que fui, com as destrinças devidas quer à idade quer à maturação implícita: mas o irrevogável de sempre, ie, eu.


Things fall apart; the center cannot hold
(…) and everywhere
The ceremony of innocence is drowned
The best lack all convictions, while the worst
Are full of passionate intensity
.”

‘The Second Coming’, William Butler Yeats


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Já o fez andar na lua,
no meio da rua e a chover a sério.
Ela quando lá o viu,
encharcado e frio, quase o abraçou
Com a cara assim molhada
ninguém deu por nada, ele até chorou...

‘Cinderela’, Carlos Paião


Quando julgamos não saber mais sorrir; e tudo o que falta é apanhar-lhe o jeito.

Publicado por PmA em 09:10 PM | Comentários (1)

novembro 09, 2004

Social Control

Uma formiga não vence ao instituído.
Nem duas.


"Certainly, some areas of conduct or social arrangements are seen as problematic by most societies requiring sanctioned interventions. Sexuality, for instance, seems rather universally to be subject to control and regulations. (...) The sexuality of children or single women, quite recently problematic in Western societies, is now taken for granted."

Nanette Davis; Bo Anderson, 'Social Control - The Production of Deviance in the Modern State'

Publicado por PmA em 05:22 AM | Comentários (1)

novembro 08, 2004

AAARGHH!!!

(grito de guerra da formiga)

Publicado por PmA em 01:40 PM | Comentários (0)

Entretido

A rasgar o passado.

"And it burns, and it burns, the sun burns
Oh, now I can really feel it
"

'Rn'R', Faith no More

Publicado por PmA em 03:27 AM | Comentários (0)

Resmungão

- «Nunca estás satisfeito com nada!»
- «Pudera! Nada não me satisfaz.»

:P


"There’s nothing you can throw at me
that I haven’t already heard
"

'Stuck in a Moment you Can't get Out of', U2

Publicado por PmA em 12:05 AM | Comentários (4)

novembro 07, 2004

'Enjoy the Silence'

"Words like violence
Break the silence
Come crashing in
Into my little world
Painful to me
Pierce right through me
Can't you understand
Oh my little girl

All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very unnecessary
They can only do harm

Vows are spoken
To be broken
Feelings are intense
Words are trivial
Pleasures remain
So does the pain
Words are meaningless
And forgettable

All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very unnecessary
They can only do harm

Enjoy the silence"


Depeche Mode



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Publicado por PmA em 10:10 PM | Comentários (3)

O que dizes?


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Publicado por PmA em 03:49 AM | Comentários (2)

lack of will

Falta de vontade para escrever. Aliás e não só: poder-se-ia dizer. Falta motivação, falta quase tudo... mesmo sabendo haver quem me ofereça esse 'tudo'.

Até se vivem momentos muito bons: daqueles que julgávamos esquecidos e entregues a donos como a - pretérita - memória. Que falta, pergunto-me... triste, trisitemente. Eu sei, até sei: são as memórias que não se repetem, é tudo que acontece diferente com gente diferente em matérias diferentes. Estou diferente? Sim.

Redijo bem mais pela necessidade do que por motivo. É mau. Bem o sei: azar, azareco - diria um 'bicho' que me é próximo.

Portador do conhecimento que a razão diz, por maioria de si própria, ser minha. Porquê, então, este hesitar? Como a passear num fio de navalha que inexiste, bamboleio da esquerda para a direita e da frente para trás. Burro! Quantas terão que ser as vezes até que me convença, quantas vezes mais me maltratar? Isto para cedo não termina, garantidamente. 'A Vida é um Milagre' não passa de outro filme: isso mesmo, um filme - ilusão (desilusão?). Esperar que passe? Quanto tempo? Até que o tempo termine? Não tenho esse tempo...

Idem aspas e a roda circula no vai e vem costumeiro. E eu rodando, amster na gaiola... Se o que foi não volta a ser, então qual o significado de se petrificar na mente? Há diabos que não fogem da cruz... ora, também nunca fui lá muito católico - caramba!

Quantos presentes vividos hipotecados em custa de um passado que não o quer ser: enfim, cessar... Até quando o presente terá que pagar a pretérita factura? Sinceramente, nem passado nem presente o merecem - ou se quer se merecem. Teremos que pedir desculpa por (para?) viver? Eu cá não: cansei-me de escusas parvas; continuo, porém, a pedi-las (?). Chega de se ser - indiscriminadamente - ridículo. Mas tu não me abandonas, passado que se torna em coisa feia, de tanto continuar a ser...

Partir é morrer como amar é ganhar e perder, diz o Paulo - e depois do adeus, mais outra vez - tão certo daquilo que diz. E de que forma o sustenta... Sustentar passados, oras que foram, não é tarefa (só!) minha... não, mesmo não.
Passado. A culpa é dele: sempre - indefinidamente - existiu; e quer-se a existir. A vontade quer-me a desistir de ti: paciência!

Mimos. São e não mos tiras, que ela mos dá de vontade própria. Ganhar é a única palavra que mantém a - sua - honra.

Porque os mimos são bons,


de mim para aqui,


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Falta de vontade para 'postar'; há-se (re)aparecer, no meio de outras - tantas! - coisas.

Publicado por PmA em 03:19 AM | Comentários (2)

novembro 05, 2004

bichaninha...

"Moonlight, turn your face to the moonlight
Let your memory lead you
Open up, enter in
If you find there the meaning of what happiness is
Then a new life will begin

Daylight
I must wait for the sunrise
I must think of a new life
And I musn't give in
When the dawn comes
Tonight will be a memory too
And a new day will begin

Look
A new day has begun
"

'Cats', A. Lloyd Webber (TS Eliot)


- Lindo! -

Miau...

Publicado por PmA em 01:36 AM | Comentários (2)

novembro 04, 2004

Diz que(m) sabe

«Há qualquer coisa mais forte que a paixão: a ilusão. Há qualquer coisa de mais forte que o sexo ou a felicidade: a paixão da ilusão.
(...)
Felizmente que o crime nunca é perfeito. (...) Tal é a essência do crime: se é perfeito, não deixa marcas.
»

Jean Baudrillard, 'O Crime Perfeito'.


[mais dizer para quê?!...]

Publicado por PmA em 12:57 AM | Comentários (0)

novembro 02, 2004

SMS: «Encomenda o caixao!»

[pessoal e intransmissível]

Ah! Então o sr. engº. também estala o verniz... e eu que pensava que era só a malteca mais ralé, nada 'cliché' para meninos do Restelo.

Já agora: «Encomenda». Conhecer-me-á da escola? E eu que com tão poucos engenheiros privo.

Bom, já que não sugere nada parece que vou ter que ir à procura por mim...

E tu, minha querida, não me digas que perdeste (convenientemente) o piu?...
Ai, deixa lá... há muitos mais por aí - e muitas!

Cumprimentos meus.

Publicado por PmA em 11:45 PM | Comentários (2)

novembro 01, 2004

May I give up?

Fica no teu mundo.
Eu estou bem no meu.

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Há qualquer coisa que indica o rumo.


"Pediste um sonho
Cheio de ti
Tudo o que eu quero,
É que voltes a ti...

Por ter de sentir
ao ver-te morrer
A força que perdi
Só tu tu podes crer

Por estar-te a ver
A ver-te crescer,
Não só eu vi
Que chegaste ao fim...
"

'Acordar', Entre Aspas

Publicado por PmA em 01:05 AM | Comentários (3)

Tenacious sting

'Com o mal dos outros posso eu bem.'

Pois é... nem por isso deixa de ferrar...

:(

O que pode ser dito depois do - mal - feito?


"He walks on, doesn’t look back
He pretends he can’t hear her
Starts to whistle as he crosses the street
Seems embarrassed to be there
"

'Another Day in Paradise', Phil Collins

Publicado por PmA em 12:58 AM | Comentários (0)

«Land Ho!»

Que dias danados. Os peritos em sismologia sustentam que ao primeiro abalo se seguem inúmeras réplicas. Em suma, primeiro o cataclismo propriamente dito; logo a seguir vêm os copy-cat’s, ie, conceito que em criminologia define a utilização por parte de outros indivíduos de um padrão anteriormente existente, todavia com consequências, ainda que perturbadoras, bem menos – passo a expressão – extravagantes: o indivíduo copy-cat é, regra comum, menos ‘fantástico’ que o criador do padrão – originalidade como rainha de todas as virtudes e vicissitudes.

Por aferição, o fenómeno primeiro da ‘catástrofe’ sucedeu contam-se alguns meses; replicou-se, porém, com considerável intensidade durante (alguns) períodos que se seguiram. Julgando ter a garante que se haviam já esmiuçado, baixei a guarda e permiti-me respirar (sofregamente!) em alívio. Ao estilo Lei de Murphy – coisa que repugno – verifico ter cometido um erro crasso. Ora, como o passado é imutável... ‘não repetir os mesmos erros’, é o que interessa: quantas vezes, ao longo duma relativamente curta existência, teremos de ouvir esta proposição, proveniente quase sempre dos mais bem intencionados, daqueles que a sustentam através da maior experiência de vida, de outros que experimentaram situações semelhantes; enfim, sábios dignos de uma ditadura da sapiência (serão estes seres, de facto, assim tão perfeitos? claro que não!, todavia não serei eu a extirpar-lhes a ilusão em que vivem – ou na qual se deixam viver, sabendo-a falsa).

O primeiro ‘ataque’ não foi – directamente – provocado por mão própria; tal como as primeiras e principais réplicas. Porém, acontece não poder estar seguro em asserir semelhante dito referenciando-me às últimas ‘iras’... Aí o meu peso foi indefectível, primordial. Metaforicamente, assemelho-me àquele ser que consigo, e acima de si, arrasta a nuvenzeca que o atormenta com tumultuosas chuvadas e indizíveis relampejos. Frase esta abusivamente enorme para sintetizar um enunciado: onde vá, vem comigo a desgraça. Pois é. E a factura, inevitável, é suportada por aqueles que mais estimo (quando não o é exclusivamente por mim). Devem-me – alguns – ter em mesma consideração que a uma hiena.
O início nem é mau. Aproximo-me, ganho confiança, retiro (e retribuo?) benefícios e... booom! Sei lá, tipo estilo parasitário (ao invés de hiena talvez devesse ter redigido abutre – mas não gosto do termo abutre, é deveras feio).

Todavia, os mesmos ditadores da sapiência asseveram igualmente ‘melhores dias virão’. O que me deixa assaz aliviado (com toda a ironia com que seja possível dotar esta expressão). Ficamos, então, assim: ‘melhores dias virão’. Até lá. ;)


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"He said, «Son, I'm goin' crazy
From livin' on the land.
Got to find my shipmates
And walk on foreign sands»
"

'Land Ho!', The Doors

Publicado por PmA em 12:39 AM | Comentários (0)