outubro 31, 2004

Em paz


que os idos conquistaram o direito ao repouso;
que não retornem.

"Oh, please don’t go out on me,
don’t go out on me now
Never acted up before,
don’t go on me now
I swear I never took it for granted,
just thought of it now
Suppose I abused you
"

'Go', Pearl Jam

Publicado por PmA em 02:31 AM | Comentários (0)

Deve ser...

- "Gostava de falar consigo."
- "E?..."


©

[eu cá também gostava de muita coisa]


"Roses in the hospital
I want to cling to something soft
Roses in the hospital
Progressing like a constant war
Roses in the hospital
There's no one to feel ashamed for
All we needed was a home
Now we are so strung out we wanna own
Like a leaf in the autumn breeze
Like a flood in January
"

'Roses in the Hospital', Manic Street Preachers

Publicado por PmA em 01:49 AM | Comentários (7)

Nova época:

Fui cortar o 'pelo'.


©

Publicado por PmA em 01:23 AM | Comentários (0)

Instantâneo (XIV)


©


A monte, como sempre.
Deixa estar; já estou habituado...


"I write this alone on my bed
I've poisoned every room in the house
The place is quiet and so alone

Pretend there's something worth waiting for
There's nothing nice in my head
The adult world took it all away
Wake up with same spit in my mouth
Cannot tell if it is real or not
I try and walk in a straight line

An imitation of dignity"

'From Despair to Where', Manic Street Preachers

Publicado por PmA em 01:10 AM | Comentários (0)

outubro 30, 2004

Memória(s) Saudosa(s)

"Change your heart
Look around you
Change your heart
It will astound you

I need your loving like the sunshine
And everybody's got to learn sometime
Everybody's got to learn sometime
Everybody's got to learn sometime
"

'Everybody's Got To Learn Sometime', The Korgis


É sempre difícil conseguir.
Nunca mais aprendo...


Publicado por PmA em 03:05 AM | Comentários (2)

Tijolo a tijolo...

Construo a solidão.

Publicado por PmA em 02:53 AM | Comentários (2)

outubro 28, 2004

Será que...

...a BSE, na sua variante humana, tem cura?
Ignoro.
:(

Publicado por PmA em 10:46 PM | Comentários (0)

Teias de Aranha

Grudam até o pensamento. Resta servir de manjar.
Sem tretas, tudo limpinho: no fim nada sobra - fica-se vazio.

Ela lambe os beiços. Afinal, foi-lhe apenas só mais um dia.


©

Publicado por PmA em 05:21 AM | Comentários (0)

Já me tinham alertado

"You don't know the power of the dark side."


Talvez vá a tempo...

Publicado por PmA em 01:31 AM | Comentários (4)

outubro 24, 2004

Deixando escapar...

Deixando escapar... e porque não? Os pruridos, a defesa do self (dos seus afectos), a exposição (mais) pública de factos que queremos privados (ou privar em «privado», que eu adoro redundâncias); este seria o porque não: correspondendo exactamente às mesmas atitudes e posturas que se consumam diariamente no real vivido. Enfim, existe dissemelhança de comportamentos no real e num blog? Não sei, mas creio que, inevitavelmente, existe e sempre existirá um não conhecimento, informação latente, dissimulada ou meramente omissa. Deixando escapar? Porque não?, quero lá saber... que fique ou não aqui mais uma partícula de que se teme (tanto) falar.

Como provocatoriamente insinua o lgm, “mais um post de 3 km”. E?... Pouco interessa que seja lido ou não; interessa-me sim que o tenha escrito; o restante que se...
Irra: uma expressão muito – tipicamente – minha, diz ele a ela. Não se aborreçam, vocês os dois: eu por cá não me incomodo; com um senão apenas, que é o de não desejar que me embarquem juntamente com as vossas palavras – ou façam-no, “Frankly [...], I don’t give a damn”, como o Rhett ou Clark Gable (escolham). Irra, pois é tempo de escrever o que pretendo e já conta o post com meio quilómetro.

Perguntaste-me, com a habitual prepotência (pois, possivelmente não era realmente uma pergunta), se já tinha apagado o teu número da lista. Claro, e como nem tudo pode ser previamente ‘cozinhado’, deixaste-me no embaraço do sem resposta – momentânea: anui para que percebesses que criara raízes, esse teu número, que mesmo que escusasse o falar sabias, oh prepotência!, que o mantinha. Os traços faciais permaneciam, todavia, na mesma rigidez inicial – ali e naquele agora odiava-te (ou odiava-me?). Mas como começo a ficar (também com a tua ajuda!) crédulo em relação a tudo (tudos?)... pois que também pessoas existem que têm ciúmes de uma assinatura digital; mais, sem legitimidade (nenhuma, pequena!) nesse sentimento (bem sabes). Ontem (julgo que sim), para que então fiques a saber, eliminei esse nove qualquer coisa: primeiro da memória do t610, depois do próprio cartão (dos cartões, não só o TMN – o de estimação privilegiada –, como também o Vodafone desconhecem a quem pertencerá, então, um dito cujo nove qualquer coisa); sim, bem sei que tens possibilidade de acalentar a tua prepotência: não consegui executar a mesma tarefa na minha mente, ainda cá mora e promete continuidade indefinida pelo tempo. E não te apoquentes, eu não te sigo, ou busco por sinais do teu carro, como insinuaste – é caso para asserir a interrogação do «por quem me tomas?». Tolo é conceito que aceito, obsessivo-compulsivo não. Por ora não, para sempre: espero. Olha, quando eu e os meus pares éramos miúdos insurgíamo-nos contra os outros fazendo uso da expressão «deves andar a ver muitos filmes», «americanos» - acrescentávamos quando a situação assumia maiores contornos de demência (palavra pesada, ainda hesitei; porém, creio definir bem a ideia que quero passar). E com cúmplices olhares de soslaio gozávamos a ‘vítima’. É assim que se cresce, pretiro de juízos de avaliação.
Apetecia-me ter-te dito mais, o que não seria cliché (como chavão e não como lugar comum, para que não confundas)! Líamos Bourdieu e ríamos com o «noblesse oblige» que o falecido usava quando se remetia a perpassar pelos habitus de classe. Hoje rio eu, porque tu não te ris comigo (já julgo que sim é não para o outro; coisa que, enfim, deixou de ter forma e sentido, contando com as opções a que me entreguei de braços e alma aberta – vazia, fica melhor: vazia). Existem os que me instigam a que pense que, pelo contrário, te ris de mim; que persistam nas suas opiniões, a minha está formada e nem sequer a vou partilhar. E dito isto perdi-me... Ah!, o «noblesse oblige», claro! Retomando. Decidi ficar-me por aquelas palavras em medida espartana, já que é tão belo seguir-se o paradigma do politicamente correcto. Fui politicamente correcto. Acresço, fui correcto. Não caí na ordinária das práticas que consiste em metralhar com tudo o que à cabeça vem e, pufff, extenuados com tanto dizer, depois logo se vê. Tipicamente português... logo se vê... Não, fiquei, e bem, pelo «sumo» (como exigem os professores nas orais, dignos de um cruel inquisidor) deixando cair o acessório (e rude; rude para ser simpático!). Capítulo encerrado. Segue outro: parágrafo, então.

Por coincidência (tu objectarias de imediato, não é coincidência; pois, mas tu aqui não falas [ironia... ohhhh...]), contam-se exactamente, reitero: exactamente, duas semanas desde que publiquei a letra da música que o Paulo de Carvalho tão bem canta, «o ficarmos sós». Diz o Paulo de Carvalho, em “E Depois do Adeus”, «Morri nele/ E ao morrer/ Renasci». Espero que não venha o jcm com a conversa do «e este diz isto, e este diz aquilo, e tu não dizes peva», ou então é desta que recorro ao convite para que se vá passear até a um sítio que eu cá sei (e ele também sabe, muitos também sabem, etc.). Andamos em busca da identidade perdida, não é? Não soa como “Os Salteadores” “da”quela “Arca” igualmente “Perdida”, o meu jeito é consideravelmente(mentementemente) inferior ao dos criadores e criativos da ‘Lucas Films’. Já é tarefa que vem tarde, todavia petrifica-me o receio de que ainda não a terias encetado se eu... (deixa-me estar calado.) Passaria por energúmeno se fizesse a sacramental questão, aquela pautada por um já sabes quem és? De facto, eu sou para alguém o miúdo; deixa-me, contudo, que me interrogue acerca da tua maturidade; terás experienciado algum estádio de regressão? (Esta foi mazinha; e escusada...). Como sou brilhante, verdade?, isto para mim não passa de um rol de questiúnculas menores. (Esta era também escusada, mas paciência...). Deixa-me adivinhar: ao estilo de um sms parvo e descabido, que mais parecia destinado ao teu umbigo que a mim, com que me prendaste, estou convicto que decidiste que nada decidiste. Pronto, é uma decisão. A não-decisão é per si decisão. Anda em voga uma determinada mentalidade, sustentada pelo tempo, quanto às tomadas de decisão: nada se faz – portanto, acabando por fazer –, deixando a outrem o ónus. E pronto, não é que a consciência (que bicho é?...) fica a flutuar, a remar algures no sétimo céu, de tão leve que está? Cinismo o meu; e gosto. Capítulo II encerrado; rememos, como a mencionada consciência o faz, para o que se segue. Novo parágrafo.

Até já os amigos psiquiatras transpiram (enfermam, numa linguagem mais apropriada à especialidade) equações económicas. Rex, a economia! Assim diz então o JG: “Tens recursos para o fazeres por conta própria”. Recursos? Desculpa lá, pá, mas ainda não fiz o inventário... de recursos (?). Contudo a este dou o dito desconto, é um tipo competente e de ideia (quanto a mim perversa), ou apologia, que a máxima «o que o olhos não vêem, o coração não sente» pode perfeitamente constituir um excelente (quiçá brilhante!) modus vivendi. Talvez errado esteja eu, afinal nem a porcaria do mestrado consigo encaminhar, pois este vai balançando no fio-da-navalha, ie, às portas do «adeus, volte a candidatar-se, obrigado» por parte do secretariado do departamento de Sociologia, do seu Coordenador (do Mestrado, não do Departamento) e do Gabinete de Pós-Graduações da distinta FCSH. Dane-se. Volto a candidatar-me se as circunstâncias o exigirem; e volto a ser admitido (melhor, não perco nada já que se tenho zero créditos a devolução das propinas está garantida; não farão uma espalhafatosa jantarada com a maquia da inscrição e seguro escolar). Resta-me, entre outras poucas, a esperança da interferência – no processo – de alguém com que já fui indecoroso neste texto. Desculpa, mas há verdades que têm que ser ditas, ainda que sendo de forma escamoteada (não, não estou a dar graxa; sei que o farias na mesma – em vários aspectos és muito melhor que eu, acredita). E aqui está o «the end» do capítulo III.

Olho para o meu querido t610 (julgo gostar dele mais do que de algumas pessoas; ah, a bela ironia... não terá algum criativo criado, recorrendo ao pleonasmo, as usual, uma ode a esta característica tão perfeitamente humana?) e percebo que a sms continua pendente. De que vale? Há-de ser sempre assim, qualquer porcaria por razões que a razão não explica andam sempre em perfeita assincronia. E um final sozinha? Penso que comigo não, extirpem-se as ilusões: são perigosas quando nos fazem crer viver numa realidade alternativa. Todavia, recuso a lógica, que se expande ao género de uma pandemia, do «encalhado»; encalhados só mesmo os barcos, o que me recorda o famoso Tolan no Tejo. Quanto muito, ao aceitar o jogo com a palavra, parece-me que «encalhado» é um estado e não uma propriedade: fazem-na passar como dogma, a irreversibilidade de um fado maldito. Prezo e respeito muito aqueles que optam por viverem com o cão ou o gato, deixando as relações consistentes (?) para quem as quiser (quase todos!), preferindo a alternância ao sedentário. Não sou assim, nem quero ser. Só para já, por uns tempos; alterar-se-á, com o devido tempo, a forma de pensar. «Encalhado»... «encalhado» este parece-se com o cão abandonado que busca dono, mesmo não o admitindo; dono é que dispenso, jamais gostei de ser arbitrariamente mandado – basta o que não percebo, pelo que moldes manifestos rejeito em absoluto. Quando a (momentânea e impreterível) ‘paixão’ egocêntrica for ultrapassada logo verei – mas um estúdio ou um t-zero não me desagradariam.
Se queres mesmo uma resposta à mensagem, pois então não me coibirei: quem me dera que no dia que te conheci tivesse feito gazeta à faculdade, como era hábito meu; que tudo fosse diferente, que tivesse dito ao João, o madeirense, que discordava dele, “não, de facto não vejo ali nada de extraordinário” – deveria ter dito; devia ter-te deixado entregue à F Neto e preocupar-me com o meu cursozito; devia ter fechado os olhos e esperar pela Mafalda do Seminário de Exercícios Integrados que só mais tarde apareceu – que queria e a quem me escusei, gostando muito dela: mas nem o número de telemóvel restou, tantas as vezes que perdi telefones nas incursões nocturnas, aparelho atrás de aparelho. Preferia que o cruzamento tivesse sido numa estrada diferente, num caminho que não comungaríamos – sem reservas, sem tretas.

E pronto, como dizem (jcm, já te avisei...) uns jovens que conheço, já lavei – embora superficialmente – a alma. E como quase ninguém há-de ler isto, menos terei que me importar, de orelha levantada à espera do ruído. E fim. Dixit.


The place was dark and the band played loud
His voice sounded kind of dry
He said: who's that guy with the funny smile?
She said:
He's just a friend of mine

‘Just a friend of mine’, Vaya con Dios
[e como res sacra mister! nil novi sub sole... latim, bonito para acabar]

Publicado por PmA em 05:53 AM | Comentários (13)

outubro 22, 2004

Paul, fala...

... por mim, se não te importas (vá lá, faz-me o jeitinho):

"You got to cry without weeping
Talk without speaking
Scream without rainsing your voice"

('Running to Stand Still', U2)

Publicado por PmA em 12:20 PM | Comentários (0)

outubro 21, 2004

Instantâneo (XIII)

Tenho princípios. Podem ser maus princípios.
Mas tenho princípios.

Publicado por PmA em 01:47 PM | Comentários (3)

Instantâneo (XII)

Sei um pouco de tudo e nada de qualquer coisa.
Olha que merd#...

Publicado por PmA em 11:26 AM | Comentários (2)

Quanto ao último post:

Violência de lado; deixemos a simbólica - gosto mais e não mata tanto.

Publicado por PmA em 02:08 AM | Comentários (0)

outubro 20, 2004

Bichano lindo...

Enquanto espero.

Publicado por PmA em 03:39 PM | Comentários (0)

Instantâneo (XI)

Olho a lua que não vejo.
Em pé, dou uma passa no cigarro.

No quentinho do leito dois corpos cansados se aquecem.

Dou mais uma passa, ainda não é desta que vou para a cama. Talvez a seguir ao próximo cigarro.

"Rape me, Rape my friend
Rape me, Rape me again
I'm not the only one
(...)
Hate me, do it and do it again
waste me, rape me my friend
I'm not the only one
(...)
My favorite inside source
i'll kiss your open sores
I appreciate your concern
you'll always stink and burn
Rape me, Rape me my friend
Rape me, Rape me again
I'm not the only one
I'm not the only one
(...)
Rape me (Rape me)
Rape me (Rape me)
Rape me (Rape me)
Rape me (Rape me)
(...)
"

'Rape Me', Nirvana

Publicado por PmA em 01:34 AM | Comentários (0)

Via Rápida

- Porra, pá! Tanto pessimismo... parece, sei lá!, como se te sentisses [pausa, que é preciso respirar] usado...
- Sinceramente... Como é que achas que se sente a A1?


Publicado por PmA em 12:17 AM | Comentários (0)

outubro 19, 2004

Culpa da hora


©

Ela: «Que horas são?»
Ele: «Não sei. Isso importa?»
Ela: «Acho que se esgotou o teu tempo.»
Ele: «[Ora bem, onde é que vi o raio da estricnina?]»

Publicado por PmA em 05:23 PM | Comentários (2)

Vazios

- Porque insistes em caminhar?
- Sei lá. Instinto, talvez.
- Não é grande motivo...
- É o que basta. Tem sido, pelo menos.
- Mesmo assim...
- Mesmo assim o quê? O que é que queres? Que invente, que minta? Que ando atrás de alguma grande resposta muito nobre? Não, pá. Nada disso. Não procuro nada, isso agora dava muito trabalho quando o que quero é sossego. Já disse: andar por aí; é o que vai bastando. Não tenho qualquer interesse neste momento. Estou a aproveitar esta fase de meia apatia – ou apatia e meia – para me deixar ir andando ao sabor das ondas; mas sem grandes ondas, percebes?
- Estou a tentar. Acho que mais ou menos. Mas, deixa-me insistir, não era melhor traçares um ou outro objectivo, qualquer coisa que se visse?
- Não compreendeste nada, pois não? É exactamente isso que não me interesse, correr atrás de objectivos. Estou cansado deles, isto é, por enquanto, indefinidamente. Deixo acontecer: e assim qualquer coisa acontece, sem que nada seja planeado. Ou não acontece, não faço ideia. Mas é isso mesmo que quero, apreciar a onda, sem grandes expectativas, fazendo o que preciso fazer quando algo anómalo interfere. De resto, deixo ir acontecendo. Não é muito, mas vou indo satisfeito: sem altos nem baixos: é uma forma de estabilidade interessante, sem grandes picos daqueles...
- Isso nem parece teu. És sempre tão emotivo com tudo; tanto explodes de satisfação como rebentas de... Não sei, acho que não te vejo a ter um meio termo; costuma ser tudo ou nada contigo, sempre de extremos. E agora... Não sei, será mesmo isso que dizes, deixar andar? Continuas a ser mesmo tu?
- Pergunta parva: óbvio que continuo a ser eu! Quem mais?
- Não é isso, é que...
- Além do mais, essas variações de humor de extremo a extremo aborreceram-me. Acalmia. Preciso de sossego. Por que raio não tenho meio termo? Sempre o tive, posso é nunca o ter exaltado. Aliás, o meio termo não se exalta: daí chamar-se meio termo, não? E como não se exalta permanece-se numa mediania, tipo como um mar sereno, sem surpresas de maior: claro não há coisas excepcionalmente boas, mas o melhor é que também não há o inverso. Repito: por ora, isso é definitivamente, compreendes?, definitivamente o que quero... e o que preciso; e se preciso!... Muda de conversa. Isto já me está a aborrecer, ok?
- Hum, sim. Tu é que sabes.
- Nem mais. Chegaste lá, vês? Encerremos o assunto. De resto, não adianta de nada. Não se muda o que não quer ser mudado. Bom, mudemos mesmo de assunto. Parece que finalmente estamos a caminho do Inverno, que dizes?
- Que está tudo muito vazio. Que mais? O ciclo continua...
- É.

Publicado por PmA em 05:15 PM | Comentários (0)

É assim... (XXVI)

A ilusão nunca vem só; traz sempre consigo o apertado abraço que desilude.
Recolhe-se ao ninho antes de se expandir mais e mais, para que o ciclo ilusão/ desilusão nunca se encerre.


I worked to hard on my illusions
just to throw them all away

‘Locomotive’, Guns n’ Roses

Publicado por PmA em 05:12 PM | Comentários (1)

outubro 18, 2004

Santinho

Lá fora chove. Melhor. Fico por casa a espirrar.

Publicado por PmA em 07:24 PM | Comentários (1)

outubro 16, 2004

Nada

Etério. Ébrio, sempre.
Até te (re)encontrar.

Publicado por PmA em 07:09 PM | Comentários (0)

Saudade.

É uma palavra bem portuguesa.
É uma palavra bem minha.

Publicado por PmA em 07:07 PM | Comentários (0)

outubro 14, 2004

Introduce Yourself

Num Honda preto, mas não na Vasco da Gama que não sou desses; nem melhor nem pior, só diferente. Em quinta, o ponteiro marca os 120. O leitor debita Suzanne Vega a bom som, evito de ouvir os outros; possivelmente evito também ouvir-me a pensar.
Para onde vou? Sei lá, parece que liguei o piloto automático. Desconfio para onde vou, mas finjo não me importar: deixo os cavalos do carro a fazer o que lhes é atribuído, cumprir a função a que estão remetidos. Função? Gaita, lembrei-me das teorias funcionalistas e do estruturalismo... será que estes autores, tantos já mortos e enterrados, não me deixam em paz? Ou sou eu quem não os deixa? «No sistema social cada um desempenha o seu papel, vinculado à função que ocupa na estrutura». Quantas vezes ouvi isto? [quantas vezes disse isto?]
Chego ao destino (?), questiono-me sobre o que faço. Desligo-me. Pasmo só a olhar. Acordo: «que imbecilidade!». Volto a meter, com é bonito dizer, a primeira de caixa e arranco – volto a casa, que para casa não: é demasiado definitivo. Desta feita as rédeas dos cavalos vem mais curta, só a música continua alta; enquanto me tento encontrar em pensamentos silenciados pela noite e por um cd que toca.


I'm still the same asshole and I still wet my pants
everytime that I see your face (who are you?)

‘Introduce Yourself’, Faith no More

Publicado por PmA em 01:05 PM | Comentários (6)

Em...

... desenvolvimento sustentado: ignorar o presente para crescer amanhã.

Publicado por PmA em 12:11 AM | Comentários (0)

outubro 12, 2004

Trilhos livres (ao abandono)

Mais uma noite que nos pisca o olho, como quem diz ‘cheguei’. Fico contente. Gosto da noite: é o melhor canto para os gatos se esconderem. Já não preciso dos óculos de sol, os olhos são castanhos e perdem-se na penumbra sem se arriscarem a serem conhecidos – ou a falar, que seria muito pior.

A postura (quase) correcta, com o corpo bem direito e sem olhar o chão. Diziam-me que não era necessário tê-lo sempre mirado para não tropeçar ou cair. Sei lá, talvez seja verdade; mais, agora sinto que é verdade, basta saber que ele não foge. A tola mantém-se assim firme, com a convicção que lhe imponho e que recusa qualquer descida no nível normal. Que raio de coisa, normal. Normalmente não a utilizo. Hoje sim, porque tem de começar a ser normal caminhar como se fosse dono e senhor – mesmo que de nada.

Amanhã vem outra manhã, com ela mais um risco no quadro de honra: até ao dia em que começar a esquecer-me de os contar.


I’ve been under the gun
I’m lost and I’ve won...

Forget the many steps to heaven
It never happened and it ain’t so hard
Happiness is a loaded weapon and a
Short cut is better by far

‘Under the Gun’, The Sisters of Mercy

Publicado por PmA em 08:24 PM | Comentários (2)

Presente que não vejo à frente

E o futuro é o que se terá, não o que se quer.

Publicado por PmA em 03:05 AM | Comentários (2)

outubro 11, 2004

Dias amenos (-não sim, não não-)

Por vezes um copo de cerveja faz-me esquecer os rituais do esquecimento. Não quero falar com os amigos; não, nem consigo falar comigo...
Nada está mal, nada está bem. A mediania culmina como ponto cardinal. Haverá algum mal nisso? Penso que sim; mas o que importa, o que me importa?
Quero esconder os olhos, ver o mundo de outra forma. Não há escolha, só um cigarro que se queima - na boca ou na mão - e um tempo com que se aceita viver, em conluio porque combinámos não troçar um do outro. Esqueci os porquês, a idade de criança - já - foi; se calhar é porque me sinto em paz...

Publicado por PmA em 03:40 PM | Comentários (0)

E agora?...

Hum, agora é o que se vê.


"Não foi o sexo a marcar a diferença, talvez Kundera tenha razão e seja o desejo de dormir e acordar, para além do espasmo."

'O Sexo dos Anjos', Júlio Machado Vaz

Publicado por PmA em 03:34 PM | Comentários (0)

outubro 10, 2004

E depois do Adeus

Porque sim.


"Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.

Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder

Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci

E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei...

E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós
"

'E depois do Adeus', Paulo de Carvalho

Publicado por PmA em 11:38 PM | Comentários (0)

outubro 08, 2004

Cala-te e pronto

Mais vale calar do que me estar a aborrecer com merdices irrisórias.
Tenho dito!

Publicado por PmA em 03:02 PM | Comentários (0)

O que dizem os amigos

«Por vezes és extremamente influenciável.»

Pois sou; e com todo o gosto. Se fosse milionário bem que me deixaria influenciar pelo vendedor de iates, pelo vendedor da Aston Martin, por aquela imobiliária que a todo o custo quer vender aquele T-7 duplex de luxo ainda por estrear. Assim, quem é que não gosta de ser influenciável?

Infelizmente, meus caros, não é essa a realidade. Um Clio vai servindo, a minha ‘cabana’ é um palacete aos meus olhos (ou quase...) e o barco, bem talvez os da Transtejo e com sorte talvez consiga um lugar sentado num catamaran sem que outro passageiro – que nunca antes vira – vomite em cima da minha camisa e calças.

Vive-se com o que se tem; e com o que tenho... em que medida poderei ser influenciável?
Termina-se o post com o já tão usual (e chato!) pois é...

Publicado por PmA em 02:51 PM | Comentários (0)

Dito por não dito

Ela: «Estás bem?»
Ele: «Estou.»
Ela: «Não, não estás nada. Sabes que percebo sempre que mentes...»
Ele: «[já a ficar aborrecido] A sério que estou bem.»
Ela: «Hum, com esse tom de voz?...»
Ele: «Mas qual tom de voz [visivelmente enfurecido]? Já disse que sim, que estou bem. Irra!»
Ela: «Vês? Vês? Eu bem te dizia. Já estás irritado e a descarregar em mim. Diz lá o que é que se passa.»
Ele: «... [agora com vontade de estilhaçar meia casa]»

E depois dizem que o Prozac e tal (medicamentos afins) dispararam em flecha em consumo por parte da população masculina.

... [digo eu também, que sou igualmente homem]

Publicado por PmA em 02:42 PM | Comentários (0)

Mentalidade feminina (ou apologia ao machismo)

Ela: «Duas horas?»
Ele: «Às quatro horas, portanto.»
Ela: «Não, bolas [ligeiramente irritada]! Eu disse às duas. Duas!»
Ele: «[irónico] Sim, eu sei. Com as duas horas de atraso que são um hábito, então às quatro.»
Ela: «... [furiosa, com vontade de desligar com violência o telefone, que entretanto já foi mentalmente chamado por muitos outros nomes em nada honrosos]»

Os reclames publicitários não mentem: há coisas que não (nunca!) mudam.

Publicado por PmA em 02:36 PM | Comentários (0)

A despropósito

Muitas são as pessoas que se riem, aquando de algo pouco bem sucedido, justificando, como se tivessem para tal sido previamente e durante anos mentalmente condicionadas, com a tal prerrogativa que já me custa a suportar: «é tal qual a lei de Murphy, se corre mal é porque ainda vai piorar». E julgam-se a enunciar um enorme e pertinaz axioma. Seria bom que antes – preferível se invés – de soltarem estes ditos fantásticos ponderassem porquanto, afinal, não serão elas próprias a sua lei de Murphy.
Pois é...

Publicado por PmA em 02:31 PM | Comentários (0)

Incongruências

«Magoas as pessoas que mais gostam de ti e amas as que mal te tratam; questiono-me, por vezes, se não serás masoquista.»
Cerro os dentes bem forte, comprimo com toda a veemência, um contra o outro, os maxilares; desdenho com o olhar, utilizando-o como se fosse superior – a estas palavras, a esta pessoa. Altero a expressão facial, deixando sobressair um sorriso sarcástico; pretendo tão somente conquistar mais algum tempo para formatar um resposta (a mim) conveniente: odeio perder em disputas verbais, como se a mencionada superioridade existisse de facto. Obviamente, respondo. Não convenço, contudo a outra pessoa esgotou as palavras para a sua argumentação (ou simplesmente adormeceu com a seca a que a obriguei). Mesmo sabendo que não ganhei realmente, sinto que ganhei em forma: e assim, novamente, julgo provar uma vez mais o sabor da vitória; lá consegui, dilatei, ainda que de maneira superficial e idiota, o meu tão precioso ego – tudo, ou quase, que ainda vai restando e sobrevivendo. Na verdade não ganhei nada: adiei, como hábito, a questão de cerne. Mas o que importa é o ter ganho, afinal não ganhei mesmo, nem que o seja na mais insípida das efemeridades? Uso os louros de César, como tivesse eu concretizado algo de grandioso. (Porque será o ego tão determinante da minha maneira de agir, num tal patamar que diria ter criado um modus operandis ridiculamente estereotipado?).

Longe deste acontecimento desconheço o móbil que me impeliu a referi-lo. Hoje o dia está diferente, mais próximo em condições atmosféricas da estação do ano em que nos encontramos: céu encoberto, vento relativamente forte, ainda que a temperatura se mantenha razoavelmente amena. É sempre a mesma coisa todos os anos, duas vezes, a saber, por cada um em particular. Com o fenómeno das alterações climáticas, altera-se igualmente o meu humor: tanto estranho, a nível da psique, a passagem do frio para o calor como do calor para o frio; passo inevitavelmente pelo mesmíssimo ritual de habituação.

Desprezo aqueles que de facto se preocupam? Sou tristemente servil para com os que, na melhor das hipóteses, são para comigo indiferentes? Não. Não sou masoquista. Não sou assim, definitivamente. Aliás, considero inclusivamente que se trata de uma falsa questão. É uma questão de percepção e, mais ainda, os fenómenos não são assim tão lineares, preto no branco, como se diz. As ambiguidades são constantes, requerendo uma hábil postura de adaptação ao real vivido. Deve evitar-se ser-se peremptório em delinear taxativamente fronteiras entre fenómenos que não devem ser julgados separados isoladamente, excepto de uma perspectiva unicamente analítica (e mesmo assim...). Representamos todos o nosso papel, papel esse que também se pode submeter a representações, ou encenações, adicionais; Tanto que se joga (cada qual com as suas habilidades) no universo das aparências!

Pouco pesco – entendo – disto que é a vida (ou talvez seja mais correcto dizer viver). Nem por isso deixo intimidar-me, isto é, não me inibo de vivê-la. É interessante observar alguém que nada percebe fazer de conta que percebe; e, melhor que isso, convencer outros de que percebe. É um paradoxo desconcertante, mas simultaneamente coisa que me alicia sobremaneira. É delicioso constatar o quanto a nossa representação é convincente face aos outros que, obrigatoriamente, se encontram fora de nós. Assim sendo, não estou perdido nem encontrado, vou deixando que os factos se desenvolvam quase em total espontaneidade, interferindo aqui e ali um pouco com esta ou aquela atitude ou postura. O certo é que, por maioria de razão, os factos se desenvolvem grandemente por si em infindáveis interacções face a face.

Terminando.
Tenho perfeita noção da maioria daqueles que se importam. Desses, guardo a maior estima. Dos outros, do oposto, não recordo ninguém que realmente importe. Mas também tenho perfeita noção de que não existem sentimentos puros: por algum motivo se constata vezes sem conta, mais do que desejaríamos, que aqueles que mais nos magoam são aqueles que temos como os mais próximos; e vice-versa.

Moral da história? Nenhuma. É só uma história; uma história de se ir vivendo.

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outubro 07, 2004

Rotinices sem interesse, pois

Amanhece mais uma vez; tudo igual, o mesmo sol, a mesma rotina, a mesma (não) vontade. Gostar deixou de ser um prazer, tornou-se incipiente: um descuido que só raras vezes é permitido.
Saio, óculos de sol na cara: não pelo efeito da luminosidade, antes pelo anonimato que proporcionam, um rosto sem olhos. O carro pega à primeira, como de costume; põe-se automaticamente um cd, que não há paciência para os comerciais das trezentas rádios que em conluio os passam em simultâneo, e também não me apetece ouvir já as primeiras notícias do dia.
Lisboa é uma aguarela a cores, mas decido ignorá-la; em birra, julgo notar-lhe a mesmíssima atitude. Tanto faz. Começo a pensar no cão que devia ter e não tenho. Toca o telemóvel, a primeira chamada do dia; com o número ocultado, sendo que assim ignoro a sua persistente sonoridade. Devia mesmo arranjar o cão. Os pneus guincham, tirei muito depressa o pé que sustinha no fundo o pedal da embraiagem e pisei demais o do acelerador. Mais um dia, mais outro igual a ontem e a amanhã. Suspiro de enfado, saindo um pouco da apatia que me reinava. Cheira a gasolina, do isqueiro que acende o segundo cigarro do dia que parece promissor para as duas dezenas deles. Péssimo hábito, porém não o consigo abandonar: falta a vontade.
Penso que o mestrado deve estar a recomeçar. Tenho que arranjar tempo para ir à Nova. Decidi que é desta que o tenho que terminar. Penso também nas últimas semanas. Estou diferente: noto-o tão bem como o sinto. Mais calculista, mais fechado, mais politicamente correcto. Mandei para obras umas dadas secções do cérebro. Egocentrado, esboço um sorriso cínico que me sai por acaso: agora o que interessa sou mesmo eu, o resto – os outros – logo se vê, penso por fim. Fecho o ‘livro’, como quem diz, termino o post. Amanhã haverá outro; igual.


Os donos de cavalos e carruagens de aluguer descobriram que os americanos queriam sair dos locais de entretenimento mais depressa do que entravam.”

Edith Wharton, ‘A Idade da Inocência’

Publicado por PmA em 02:04 PM | Comentários (0)

outubro 02, 2004

Sempre a direito

A culpa é das curvas. Um gajo espeta-se sempre.

Publicado por PmA em 04:05 AM | Comentários (4)

Dá-me álcool para comer...

..., grunge o vocalista dos Toranja. Já te percebi. Não resolve, pá: isso depois volta ao mesmo - queria ser condicionado ao Admirável Mundo Novo.

Publicado por PmA em 03:42 AM | Comentários (0)

Hoje ia.

Deixa-me só ir. Deixa-me ir: que hoje ia, deixa-me ir.
Longe, a expensas da combustão do meu carro e da gasolina do zippo que me acende os cigarros.

Publicado por PmA em 03:38 AM | Comentários (0)

Full Moon in Blue Water

Nem tudo tem lógica. Quem disse que tinha de ter? Não sei, talvez a arrogância deste ser nesta condição tão humana – orgulhosamente humana; penosamente humana: e julgamos, cremos, ser tudo. Não nos servirá o exemplo de uma lua reflectida à luz de água para que nos apercebamos que somos tão só mais um/ uns?
Ela vai, ela volta: parece que tão depressa vai acima como vai abaixo; bah, é para esquecer, é para isso mesmo que serves. O reflexo da luz na água retorna com a inflexão: não nos conhecemos, nem sequer somos nós próprios – mas somos. É tudo igual, ainda que esse todo mude; é o mesmo e assim será. Não convém é deixar esquecermo-nos: enfim, somos o substrato que atribui o sentido: realidade incontornável que, então, aprenda-se a viver com ela.
Tudo igual, tudo diferente; tudo na mesma.

Publicado por PmA em 03:25 AM | Comentários (0)

outubro 01, 2004

Ser tanto caminho...

... que há sempre uma estradeca secundária inacessível.

Publicado por PmA em 01:33 AM | Comentários (0)