agosto 31, 2004

(sem título – porque as pessoas são todas – feitas – do mesmo)

Faz o que quiseres com o meu passado porque eu, eu não estou mais, não estou mais contigo.

Publicado por PmA em 02:18 AM | Comentários (0)

Luzinha

Há uma luzinha no céu, uma estrela que me fez passar do bom senso. Há uma luzinha que me mete raiva. Há luzinhas nojentas.

Publicado por PmA em 02:09 AM | Comentários (0)

agosto 29, 2004

Nada, novamente (ou ‘Nada - II’)

Se a paciência escasseia, se nada me ocorre ou apetece escrever... porque não dar forma, em texto, a isso mesmo?

É natural e compreensível que neste quotidiano vivido que vivemos assim aconteça; é mesmo assim, no quotidiano o experienciado corresponde à amplitude do possível, das possibilidades do ocorrível, do que pode acontecer, ser e ser vivido.

Porque não deixar expresso que agora, desconheço se devido a paciência(s) esgotada(s), nada consigo escrever; devo acrescentar-lhe uma inspiração enferma? Talvez. Nada ter em mente para publicar, ou consegui-lo para o efeito, é ter também qualquer coisa a dizer: nada acaba por ser acção por inacção, acção por causalidade contrária; nada não é inércia e vazio, não se pode nem deve comparar a uma espécie de absoluto estanque no tempo, pois que este – o tempo – com nada ou com muito jamais pára na nossa compreensão humana. Nada é ser, de forma diferente porém sempre ser.

Este nada carrega em si características positivas, aptas, que contudo não se devem prolongar indefinidamente; nada, ainda que positivo, não pode tornar-se (n)um paradigma de vida: é uma, uma mais, transição entre o todo do quotidiano vivido: e muito tenho ainda a viver e vivenciar, espero.

Nada, por agora; qualquer coisa, depois.

“It’s just a phase
You’ll grow out of it”
(‘Caffeine’, Faith no More)

Publicado por PmA em 01:17 AM | Comentários (3)

agosto 28, 2004

O ser(-se) sensível

Por mais uma vez faço notar que excluo o termo da sua aplicabilidade somática; restringir-me-ei por conseguinte, e como de outras vezes, a qualidades, independentemente da sua proveniência orgânica, da psique ou das emoções e afectividades constitutivas do ser bicho/ animal que é o Homem (com h grande, fica feio – em forma e humanamente – excluir as senhoras; mas é a nossa língua: com virtudes e revés, enfim, vicissitudes a que não me cabe responsabilidade).

É impressionante como passo por diversos dicionários e as definições que vou encontrando referentes a este termo, sempre bastante semelhantes – o que seria de esperar –, são de uma redutibilidade... insensível! Definições que rodeiam por círculos e círculos, sustentam o mesmo, pouco adiantam, quase nada definem – despejam três ou quatro conceitos para que a definição não se iguale a nada ou a um mero adj. 2 gén., ou seja, um adjectivo aplicável, sem distinção morfológica, a ambos os géneros. Terrível, terrível! Estes professores, linguistas, filologistas, cientistas do diabo a sete... sofrerão todos de algum derivado de onomatomania fóbica? (A questão muda de figura, drasticamente, se virmos a palavra sentimento que, quanto a mim, já se trata de um afunilar do conceito que é o ser-se sensível.) Visto está que por aqui nada adianto. Parágrafo.

Deixo apenas algumas deixas, das que melhor me recordo e às quais mais importância atribuo – venho atribuindo, aprendi a atribuir, como queiram.

Ser sensível é uma propriedade, é também um estado de alma, é de igual forma incontornável como um paradigma de vida.

Ser sensível:

É abandonar um eu auto-centrado, experienciar no máximo das possibilidades o ser do outro. Viver as suas preocupações, partilhar das suas tristezas sem enfado e das suas alegrias como se das nossas se tratassem. Ser sensível é viver no/ e o outro ao máximo das nossas forças, numa entrega incondicional que não pede nada em retorno. Ser sensível é isto, sem que nos esqueçamos também de nós: ser sensível não é alienação incondicional;

É saber escutar, retorquir em palavras nobres que não o sejam apenas da boca para fora: acima de tudo o mais verdadeiramente verdadeiras. É sussurrar ao ouvido palavras amigas e doces que acalmam, que amainam o espírito e reconfortam. É um olhar que, com esse intuito, denuncia reciprocidade, uma fusão de almas numa sintonia de cumplicidade.

É o sintomático abraço de imensa ternura, ser porto de abrigo tanto como fazer do outro garante do mesmo. É partilhar afagos de cabelo, toques suaves que se arrastam pela derme numa festa que garantidamente não se esquece.

É não nos abandonarmos à resposta fácil da crueldade, que assim nos tira um peso de cima, que lançamos ao ente querido quando nos convém (amigo/a ou mais que isso).

É tomar a iniciativa até quando o que seria melhor era que o outro caminhasse para nós, escapulindo àquele ninho momentaneamente confortável que, todavia, não evita o precipitar do conflito.

É ser complacente, pois se nem sempre nós estamos de bons humores não podemos exigir o contrário dos restantes; e ver os restantes, amigos/as ou mais que isso, como um complemento nosso – que na verdade não somos sozinhos.

É extremamente difícil.

Publicado por PmA em 10:49 PM | Comentários (3)

Quando não há paciência

Muitas vezes a paciência é já pouca. Claro, seguindo as fabulosas leis de Murphy, acontece em acréscimo algo que suga aquela que, tentando resistir, se ia mantendo.

Agora é a system board do portátil que está a ter o fanico; com a actual este bicho já conta três! Três system boards! Como seria de esperar não tive nenhum gasto com elas: a de origem já se sabe, vem paga com o restante pacote; a segunda estava ainda na garantia; a terceira já não, mas trocaram-ma porque os srs. da Tecnidata (na altura representantes da Compaq em Portugal) sabiam que o modelo Armada tinha sido fabricado com um defeito ao nível da abertura da tampa: em linguagem simples, cada vez que se abre o portátil a roldana esquerda tem um ‘apetrecho’ qualquer que força a board a subir... a subir, subir até que o monitor vai deixando, pouco a pouco, de funcionar ‘racionalmente’ (com imagem!, entenda-se), até partir de vez aquela, perdoem-me a expressão que a fúria é grande, merda toda! Que raiva!

Já por motivos alheios ao pobre neurose (fóbica) andava desprovido de paciência para postar. E não só. Há algum tempo que este blogue está a precisar de outra ‘lavagem de cara’. Ando a ver se a faço, mas depois entra a paciência – ou a falta dela!... As imagens já carecem de actualização em todos os subtítulos que para aí tenho na coluna direita, os links para outros blogs lá têm sido os únicos a obter alguma atenção – pese embora algumas alterações que pretendo, a nível de apresentação, não tenham ainda sido realizadas; acrescentar links de sítios não-blogue também tem sido facto descurado, mais uma vez por inércia da preguiça.

Ter um blogue e não querer ter trabalho com ele começa a tomar formas de incompatibilidade. Realmente, de início tudo parece bem mais fácil (e simples!).
Mesmo as pobres publicações, essas sim custam-me!, deixara-me de ‘aparecer’ com a habitual regularidade... É pena – pelo menos para mim, que até gosto disto.


Bom, nada há a fazer excepto esperar, esperar que

Haja paciência, bolas!!! – que agora não a tenho mesmo.


(PS – raios partam o portátil; não gosto de escrever no desktop senão para trabalhar [e para uns joguitos] – mariquices, é o que é.)


Para o meu portátil geriátrico, portanto máquina-de-escrever evoluída:

You drive me crazy
Like no one else”
(‘She drives me Crazy’, Fine Young Cannibals [letra adaptada, óbvio])

Publicado por PmA em 08:00 PM | Comentários (2)

agosto 27, 2004

Mas...

... será que hoje ninguém me liga?!

Já enviei 300 e-mails a 100 pessoas; respostas = 0.

Isto é que devo ser aquilo a que chamam 'ser-se importante'.
Que sina.
Olha, resta-me o blog que esse não tem hipótese de fuga: leva comigo e acabou-se! E como dizem certos jovens «mai nada!»

:P

Publicado por PmA em 04:37 PM | Comentários (2)

agosto 23, 2004

Vai um abraço?

Sempre tive uma especial adoração por esta música: tanto pela letra, muito diz ela, como pela melodia que personaliza em sons de instrumentos o que falado é.

“These mist covered mountains
Are a home now for me
But my home is the lowlands
And always will be
Some day you’ll return to
Your valleys and your farms
And you’ll no longer burn
To be Brothers in arms

Through these fields of destruction
Baptisms of fire
I’ve witnessed your suffering
As the battles ragged higher
And though they did hurt me so bad
In the fear and alarm
You did not desert me
My brothers in arms

There’s so many different worlds
So many different suns
And we have just one world
But we live in different ones

Now the sun’s gone to hell
And the moon’s riding high
Let me bid you farewell
Every man has to die
But it’s written in the starlight
And on every line of your palm
We’re fools to make war
On our brothers in arms”

(‘Brothers in arms’, Dire Straits)

Publicado por PmA em 06:08 PM | Comentários (4)

“Do you feel loved?

Do you feel loved?
And it looks like the sun but it feels like rain”,
diz o Paul em ‘Do you feel loved’ (U2, para quem não reconheceu).
Continua com um
“Nobody else here baby no one else here to blame
no one to point the finger… it’s just you and me and the rain”
já noutro trecho, ‘If God will send his Angels’; esta, aliás, até arrepia.

Porque é que se torna tão difícil acreditar em alguma coisa? Quase em qualquer coisa? Não sei. Pretenderia saber? Também me quer parecer que não. O certo é que desiste-se de acreditar. Ou não, eu cá ainda não desisti: todavia, vou desistindo - pouco a pouco. Acreditar deixou de ser fácil – deixa de ser fácil quando deixamos de ver, quando nos impedimos de ver (até mesmo o que quer que seja, por muito simples que seja: basta querer não acreditar).

Mais, em ‘Staring at the sun’
“To the ones staring at the sun
afraid of what you find if you took a look inside”

A praxis implica que vestamos o devido papel de actor social nesta trama por demais manhosa; coisa fácil, esta representação. Mera aparência, e isso é algo que todos sabemos bastante bem apresentar – mesmo que, apartada da consciência, se dê ao nível da interiorização subconsciente. Sabendo ver para além do que é apresentado, do facto imediato, pré-notado e pré-estabelecido resta questionar se isso nos importa; ou se devemos dar importância ao que, desmontado e reconstruído, nos surge como semelhante à verdade.
Quantas são as vezes em que o melhor, mesmo sabendo ver para lá do aparente e do aparentemente evidente, é ignorar o facto ou os factos e deixar correr – deixar tudo correr como se fossemos limitados, em acção e compreensão, a um plano de destino fadado. Todavia, para aceitar esta prerrogativa tinha que primeiro acreditar: e já asseri que não mais é fácil acreditar, acreditar em telas pintadas por mãos divinas ou ente de superioridade, caracterizado pelo que metafísico é. Tornou-se quase impossível acreditar no homem, como fui ensinado, quanto mais acreditar em entidades supremas – e com supremacia! – que não parecem operar melhor que o animal sapiens sapiens.
Contudo, para nos movermos, para projectarmos futuro, temos, como falha primordial, a carência ou necessidade absoluta de acreditar em algo(s). O que se segue, se deixamos em definitivo de acreditar? Talvez o primeiro estádio seja a apatia; o segundo caracterizado pelo amorfismo de carácter e personalidade; quanto ao terceiro desconheço. Na verdade, desconheço em profundidade os três que enunciei: quanto muito terei balanceado por um limbo, sendo em simultâneo com os laivos de assomo aos dois primeiros estádios.
Mas bem ponderado nem tudo é difícil: deixando de acreditar, logo desresponsabilizando-nos das nossas práticas levando-as ao acaso e sem escolha (muito racional, conduz a um interface que faculta um existência do ir indo, despreocupada, simpática e agradável ou, no mínimo, sustentável (todavia, extirpada de âmago).

“You promised me everything you promised me thick and thin
Now you just say oh Romeo yeah you know I used to have a scene with him”,
Nas palavras de Mark Knopfler, enquanto cantarola ‘Romeo and Juliet’ com o backup dos restantes Dire Straits.

Com a idade a resistência à mudança acentua-se, o instituído (constructo) torna-se o nosso único garante social (e pessoal – que somos bem individualistas e utilitaristas) que não desejamos em nada pôr em questão. Então, deixa-se de acreditar; ou finge-se.


Concluo a publicação com um curto excerto de Dire Strites, ‘Private Investigations’:

“And what have you got at the end of the day?
What have you got to take away?
A bottle of whisky and a new set of lies”


Cumprimentos

Publicado por PmA em 06:06 PM | Comentários (2)

Há alturas...

... em que apetece mandar tudo à merda!

[xi, passei-me...]

Publicado por PmA em 02:33 PM | Comentários (2)

Divagações irrelevantes, pois.

Under the Bridge. Alternando, passei para o Red Hot Chili Peppers Greatest Hits and Videos; mas fico-me pela parte áudio, ignorando, por ora, os vídeos.

Continuo com vontade de escrever para o blogue, mantendo as premissas da publicação antecessora. [faço uma espécie de rewind, regressando ao início de um Under the Bridge: julgo que por a letra me agradar especialmente – eles terão L.A., eu Lx.]

Pessoas houve já, principalmente entre as mais próximas, que endossaram alguns elogios ao blogue e ao seu autor – logo, por consequência, ao que é postado. Sempre agradeci, embora nem sempre demonstrando as reservas quanto às suas palavras que, diga-se, sempre e firmemente mantive. Mas claro que não podia deixar de expressar umas elocuções de apreço, mesmo que os endossados elogios fossem camuflados numa forma de sustento que apenas significava ‘continua e não desistas, cada um faz (escreve) o que pode (sabe)’.
Todavia, a desilusão tem tomado contornos medonhos nos últimos tempos. Claro, posso sempre utilizar aquilo que já vou denominando como mais um chavão: «um blogue é uma egotrip»; já repeti este conceito umas dez vezes.

Na realidade, praticamente tudo me tem parecido medíocre (para não chegar ao ponto de utilizar o termo mau). Olho para o neurose e sinto que padece de uma enorme carência de forma e sentido, como se nele não mais me revesse. Todavia, é certo que sou mesmo eu – fui mesmo eu quem escreveu e tem escrito nesta coisa agora insípida.
Recuso-me a achar-me blogólico, embora tenha alguma simpatia para com o termo. É um passatempo e um passatempo que foi bastante agradável. Foi. Olho para esta coisa e só penso ‘que raio...?’. Outros fenómenos há que assumem maior importância (bom, mal estaria se assim não fosse!), e a (alguma, diga-se em nome da modéstia – e da verdade) inspiração que proporcionou posts razoáveis... bem, essa já foi. Devo andar demasiado pragmático e demasiado ligado às questões ditas institucionais – e um blogue assim não me apetece, queria-o, ao blogue, como um espaço de desanuviamento e sem aflorar em demasia o sério e o instituído. Um pequeno espaço de queixume, um confessionário dos tempos modernos ou, em brincadeira, pós-moderno. O certo é que esgotei a sensibilidade para este tipo de escrita (ou até para qualquer outra). Ou, possivelmente, estou a assumir uma postura pessimista.
Deixei de poder escrever com toda a liberdade, como pretendia de início aquando da criação do (fóbica). Talvez esteja a passar por uma qualquer espécie de conflito devido a esta ‘castração’ que me irrita, mas que não me posso permitir violar. Provável seja que ultrapasse esta desagradável contingência (e de forma breve).
Claro que não há responsabilidades, não vá haver quem se reveja nesta escolha que tomei: se evito abordar determinadas temáticas é porque o decidi; decidi sozinho e em consciência (como diz o vulgo figurino da política); cabendo a alguém seria exclusividade minha.

Dá-se, portanto, o costumeiro dito: cada coisa a seu tempo. Particularidades existem de que não podemos excluir terceiros e o bom senso adquirirá, por seu turno, a sua incumbência: nada mais que isto. Cito corriqueiramente a expressão ‘os momentos e os seus homens’. Aguarde-se, então, por esses momentos já que uma garantia não me poderá ser escusada: serei um deles, um desses homens nesses momentos determinantes. Não importa a decisão, importa sim que seja, ie, que haja e se consuma.

Outra reviravolta musical: oiço agora Paul Simon, St. Judy’s Comet presentemente; depois as que se seguem. Sem pressas, pois a pressa quantas vezes carrega a cruz da culpa de um final insensato e desmotivante? Sem pressas nem correrias, planar apenas ao som de uns cds e de um vento de tempo.

Posso ter perdido o Bilhete de Identidade; porém, sempre consciente do que e de quem sou.


“Two disappointed believers
Two people playing the game
Negotiations and love songs
Are often mistaken for one and the same”
(‘Train in the Distance’)

“Rene and Georgette Magritte
With their dog after the war
Returned to their hotel suite
And they unlocked the door
Easily losing their evening clothes
They danced by the light of the moon
To the Penguins, the Moonglows
The Orioles, and The Five Satins”
(‘Rene and Georgette Magritte with their dog after the War’)

“Some people never say the words ‘I love you’
It’s not their style
To be so bold
Some people never say those words ‘I love you’
But like a child they’re longing to be told”
(‘Something so Right’)

Paul Simon

Publicado por PmA em 04:54 AM | Comentários (0)

Sem título (porque não saberia como baptizar esta coisa)

Vou ouvindo o Storytellers do Billy Idol. Este é outro dos pormenores que me agrada nos portáteis: levamo-los connosco levando também, se assim entendermos, a nossa música – música essa ao sabor das nossas vontades e humores.

Passei todo o fim de semana numa apatia perturbante. Havia muito que tal coisa não ocorria. Prendi-me a uma rotina estúpida e, pior ainda, estupidificante. Acordava e a primeiríssima coisa que, quase mecanicamente, fazia era sintonizar o aparelho de televisão na Sic Notícias, deixando-me por momentos entregue a alguma letargia. Buscadas, sei lá bem onde, as primeiras energias e ia esfregar furiosamente aquela cremalheira que usualmente dizemos serem dentes. O passo seguinte era a escolha de um cd (sempre detestei rádio, talvez por grandes injecções em miúdo, com a companhia do meu irmão que é mais velho, de oceanos pacíficos e outros programas com melodias, ou que raio posso nomear, que não me diziam absolutamente nada, sempre mediadas pelos comerciais – e quanto a mim as estações de rádio não se alteraram profundamente) que enfiava no prato do leitor da aparelhagem, um toque na tecla play, por vezes no shuffle, sempre num nível sonoro que me permitisse compreender as palavras, ao menos, que saíam de apresentadores, comentadores e tudo o resto vindas da caixa mágica. Ligar o desktop, esperar que o internet security terminasse os procedimentos de abertura, e correr para o outlook, e depois abrir o browser da internet onde passeava sem qualquer norte de orientação – acabava por deixar aquela máquina por ali ligada e na qual raramente tocava. O telefone: é claro, o raio do telemóvel! Verificar as chamadas perdidas, eliminar de imediato as provenientes de números ocultados e pensar se deveria responder aos restantes; lia os sms rápida e desatentamente, excepção de uns poucos em que atentava de forma diferente e que relia já que nada ficara da primeira leitura – melhor dizendo, dum fugaz passar de olhos. Poisar o telefone e rezar para que não tocasse: escasseava a paciência. Só subia consideravelmente o som da aparelhagem, com um som mais mexido, quando perdia quinze minutos, ou até mais, num duche não menos estupidificante, bombardeando-me com água só porque sim após os restantes cuidados haverem ter sido cumpridos. Claro, depois de seco a aparelhagem era drasticamente diminuída quanto ao volume de saída. Voltava àquela básica rotina Sic notícias/ qualquer coisa saída de um cd posto na minha querida modular Sony que este ano irá contar dez anitos (ou serão onze?) lá para Outubro. Mantinha o ouvido nos senhores do canal televisivo, mas sem atenção excepto quando qualquer coisa me despertava um certo bichinho. Antes do pequeno-almoço contavam-se um ou dois (ou mais) Marlboro soft no bucho: sempre ouvi que isto só faz bem e aumenta o crescimento capilar no peito (ironia minha, óbvio). E posso parar por aqui: exceptuando o duche que não repetia indiscriminadamente, tudo o resto seriam déja vu daquilo com que vos aborreci. A única alteração que me permitia neste lufa-lufa(!) era uma ida ao café, mais uma vez acompanhado pelo portátil: então cumprimentava quem devia, esgueirando-me o mais rápido que podia para um canto onde, reservado, me entregava só a mim e a mim (egocentrismo? não; só falta de paciência, imagine-se, para com a rotina, rotina das conversas despegadas de sentido e senso, daqueles «então cá estamos...», «pois...», «pois...»; pois então, acrescento eu).
As idas ao café dependiam de dois únicos factores: retirar da consciência o peso de em casa ficar a vegetar e o de reabastecer os depósitos de cigarros; decisões complicadas, estas duas últimas.
De retorno ao lar retornava de igual maneira ao já dito; a novidade, quando existia, residia nalgumas, todavia frustradas, tentativas de pegar nos trabalhos por fazer e sem vontade para fazer: o que iniciava em leitura, depressa largava – de regresso, então, à rotina (já ouvi vinte vezes a mesma coisa no canal de notícias – mas a persistência é grande e a televisão mantém-se no canal 5 da tv cabo; e a aparelhagem não se cala, nem deixaria!). Já agora: mais um Marlboro soft, outro (onde raio pus o isqueiro, os isqueiros?).
Nem mesmo no café dedico a minha suprema inteligência – outra ironia, claro – aos trabalhos que deviam há que tempos ter sido entregues; lá vou dando a volta aos senhores doutores, até que (o inevitável) se fartem – devendo mesmo estar para breve. Oh doutores, um pouco mais de paciência que isto não funciona a Duracell (desculpas!).

Há fins de semana assim. Todavia, de momento, outros problemas há que me ocupam a mente. Como sempre digo quando me confrontam e fico sem resposta, com a língua colada ao céu da boca, «depois logo se vê».

Bolas, que publicação mais aborrecida. Nenhuma das últimas, mais recentes, se pode definir com o mínimo dos brilhos, mas esta... ó pá, por favor...

Bah, logo se vê.

Cumprimentos meus (será que ainda há quem tenha paciência para mim? um destes dias ainda fecho é este blogue; irra!).

[ainda no estabelecimento: «é um café, sff, e queria moedas para tabaco», «...», «obrigado»]

Publicado por PmA em 12:05 AM | Comentários (4)

agosto 22, 2004

Há uns dias recebi...

... um 'cumprimento' por parte da minha mãe: «esse perfume que usas [em causa o Indigo, da Gant] tem mesmo a ver contigo: é muito alcoólico».

Fica então o meu muito, em apreço, obrigado.

Publicado por PmA em 02:00 PM | Comentários (3)

Olha, olha...

... acabei de encontrar esta coisinha gira no eternuridade:

Compreendo bem aqueles que me detestam. Gostaria por vezes de me juntar a eles para analisar a minhas irritâncias. O mesmo para os que me adoram. A primeira pessoa do singular não existe de verdade. Eu existo na primeira pessoa e meia e nem sempre no singular. Algures entre o eu e o tu. Só me revejo no espelho, virado ao contrário. Mas esse não sou eu, nem tu.

Estes filósofos, como lhes chama o NR, saem-se com pequeninas pérolas de quando a quando.
Boa, caro lgm: é uma perpspectiva invejável de nos vermos (mas parece-me que não vou conseguir.)

Publicado por PmA em 01:46 AM | Comentários (0)

Mais guru Web

Seus Desafios têm a vibração do n.º 5

Você deseja a liberdade a qualquer preço. Por isso, tem dificuldades em construir alicerces sólidos.

Tome cuidado para não se deixar levar por caprichos inconsequentes e para não ir em busca da mera satisfação dos seus desejos carnais ou materiais.

A busca da liberdade é natural, mas não podemos confundi-la com irresponsabilidade. Para ser livre realmente, é necessário aprender a desprender-se das pessoas e das coisas (somente por motivos importantes) e a discernir entre o que deve ser mantido e o que deve ser descartado (e a ocasião certa para se fazer isso). Você está sempre em busca de emoções fortes e de prazeres físicos, e tal atitude pode torná-lo inconstante, causando a sua infelicidade e a de outras pessoas.
Você tem muito talento para lidar com o público e deve usar esse dom para conquistar o reconhecimento pessoal.

[ai, como eu adoro isto! eheheheh!]

Publicado por PmA em 12:56 AM | Comentários (0)

Salva-Vidas

Há quem sinta uma premente necessidade de se agarrar a algo para assegurar a própria subsistência física – vital – e psíquica – essencial. Eu sou um desses.
Quando pela noite me vou dedicando, quase sempre com algum sentimento nostálgico, aqui ao meu neurose, não me alimento apenas do céu e da sua maresia de estrelas ou da chuva que purifica ares e estruturas. Inevitavelmente com uma cola, ice tea ou sucedâneos, agarro-me vezes sem contas ao meu salva-vidas que me vai preenchendo por dentro:


©

Acrescente-se ainda que, para além de regular determinadas entranhas do organismo, são subsidiárias para uma saudável manutenção da linha (como se disso eu tivesse necessidade...)

Cumprimentos e boa-noite

Publicado por PmA em 12:29 AM | Comentários (0)

agosto 21, 2004

Lembras-te?

Este já voou pela janela... ou talvez não: pois, este já é o clone – como prefiro chamar-lhe; o original deixou de trabalhar: menos pelo impacto do que pela sensação de abandono que terá sentido até encontrar o chão após uma trajectória de voo que não acompanhei.


©

Parece que estamos sempre a tentar remediar erros passados: substitui-se o original por réplica e tudo, ilusoriamente, permanece dentro da normalidade.
Pena que façamos desta estratégia um modos vivendi, como se tudo tivesse, obrigatoriamente, substituto através do ‘clonado’. Já que menciono, recordo-me que os ingleses são hoje os pioneiros na clonagem humana no sentido de legitimidade legislativa. Acho bem: eu e uns colegas, com as devidas precauções que aqui (muito) se justificam, defendíamos perante o professor doutor Daniel Serrão, grande estudioso na bio-ética, este tipo de procedimentos; surpresa das surpresas, o sr. Daniel Serrão acabou por concordar connosco (no plano científico, ie, enquanto cientista; no plano da decisão pessoal, a atitude era outra; de qualquer forma, passei a ter um enorme respeito e admiração por este senhor – para mais, de uma geração bem anterior à minha e respectivos colegas).

Cumprimentos.

Publicado por PmA em 05:36 PM | Comentários (0)

Negativo

É agradável, de vez em vez, olhar para o que nos rodeia em cores contrárias. Tentar apercebermo-nos de como elas também lançam para nós um olhar enviesado, corrompendo a normalidade refractiva da luz.
Observo o negativo de mim, um eu que não sou eu mas que, contudo, sou-o na propriedade de um tu que sou eu próprio; não o sendo. É tal qual atentar à minha figura, contemplando, em frente de um espelho que reflecte um tu que vejo e que não reconheço de imediato como eu; mas é, sou eu: tal negativo aguardando revelação neste dicotomia eu/ tu que se fundem numa só e única unidade


©

Tal cigarro em tons invertidos, apagado sem a chama que o consome: ao sê-lo naquilo que é, ladeado de fumos contorcidos de mais uma baforada, caminha para a inexistência mórbida sem relembranças do que já foi.

Publicado por PmA em 05:34 PM | Comentários (0)

agosto 19, 2004

Se o guru da web diz...

Seu Destino tem a Vibração do Nº 7

Você é ao mesmo tempo intuitivo e analítico. Por isso, gosta de tirar as suas próprias conclusões, jamais aceitando ideias ou conceitos pré-estabelecidos. É independente, leal e um pouco autoritário. Aprecia tudo o que é profundo ou espiritualmente elevado. Ao mesmo tempo, despreza a futilidade e as atitudes medíocres.

Ok. Ainda bem.
(Roubadíssimo deste sítio)

Publicado por PmA em 02:13 AM | Comentários (2)

Caro Incógnito,

[Tal como não devo exigir o outro do conflito, não devo extinguir-me a mim e à minha «paixão»; e, comigo, extinguir o conflito.]


rendo-me às evidências e confesso, dada a arrogância que – sim, não escondo nem pretendo fazê-lo – me caracteriza, menosprezei as suas palavras; mais ainda a sua essência e profundidade. De facto, obriga-me aqui a apresentar-lhe, sem qualquer pejo, o pedido de desculpas que lhe é devido.

Aquando da sua última resposta, na qual, obviamente, me senti lesado, obriguei-me a prestar maior atenção ao que havia deixado por escrito. A contra-resposta, se assim lhe podermos chamar, à sua primeira provocação foi indubitavelmente débil: não na forma, como o senhor (perdoe-me a prepotência, todavia induzo que seja homem) assere, mas no conteúdo. Gravo, então, aqui e agora, a minha ‘defesa’ nos moldes que eu próprio considero conveniente – de conveniências são feitos estes jogos.

Realmente, ao dedicar alguma atenção aos dois comentários que redigiu, verdadeiramente os dois mais acintosos que neste blogue surgiram, compreendi facilmente não ser um visitante ‘rookie’, passando a expressão que não me agrada particularmente.

Primeiro ponto:
Realmente sugere conhecer com manifesto à vontade alguns temas aflorados – e digo aflorados sem inocência no termo; perceberá de seguida o porquê.
Com a arrogância que igualmente o caracteriza, o que aliás até mesmo o senhor deve considerar esta afirmação incontestável, abordou algumas temáticas de uma forma que venho evitando neste espaço aqui em questão. Terá percebido enquanto o leu e vai lendo – sei-o pelas suas palavras – que este blog, por opção do autor (eu, claro está), tem tentado fugir à tentação do tecnicismo e sistematização do pendor académico: recorro tão somente a locuções impregnadas de alguma ‘cientificidade’ em ocasiões poucas e de forma fugaz – o que conduz, de modo inevitável, ao segundo ponto.

Segundo ponto:
A escolha foi óbvia e várias vezes a mencionei: o conteúdo deste blogue é generalista. Por razão alguma em particular, apenas porque assim o entendi e porque haverá outros espaços privilegiados onde recorrer a linguagens sérias e ‘cientifico-academicamente’ (aproximadamente mais) correctas; e também dignas. Por decisão minha opto por uma escrita que diz ser arrebicada e confusa: tomo a sua expressão como um elogio, dado que pouco mais que trivialidades quotidianas são aqui abordadas, onde admito ter por várias vezes recorrido a sustentáculos de características vincadamente ‘intelectuais’, nesse sentido que o próprio senhor dá a entender; todavia, não ultrapassam o objectivo traçado para o neurose: sustentáculos que por si justificam algumas publicações pretéritas (pretensão que mantenho para o futuro), sem que, no entanto, pudessem substituir as mesmas – a bengala que o cego transporta como instrumento, instrumento de ajuda, ajuda essa apontada a mim mesmo quando desconheço forma de me legitimar ou, simplesmente, como característica que reitera o que escrevo (e sou).

Terceiro ponto:
Passo a citar, para posteriormente dar seguimento aos comentários que vejo como necessários: «“A Grande Ruptura, diz Fukuyama” ou “A Grande Ruptura, digo eu [...]” era, apesar de tudo, do ponto de intelectual e sobretudo menos pedante [...] embuste do filósofo amador doméstico [...] tão diferente no verbo e nos modos.»
Gosto particularmente deste sarcasmo específico: «Ass. (....) diz Fukuyama. [aqui, aparentemente, recorre, meu caro, ao mesmo embuste que assevera como – continuada – prática minha; é pena.]»
Cito Fukuyama, para quem conhece – como me parece o seu caso –, tomando apenas a parte, ainda que estanque, de um conceito que toma forma na expressão ‘Grande Ruptura’; com a minha modéstia, sim, também a tenho, digo-lhe que jamais insinuei ir mais além, sendo que ademais as obras do senhor Francis Fukuyama, gostemos ou não, são fecundas em ideias (e conceitos), por mais emprestadas que sejam (e emprestadas, neste contexto, inclui o significado de adulteradas e tratada a seu – do autor – bel propósito). Pedante não, caro amigo, já que não exploro constructos doutrem para demonstrar icterícias doutas que me demarquem, nas suas palavras, do vulgo entre o universo de indivíduos socialmente, ou da(s) sociedade(s), constituintes. Que me demarco de uns, meu caro, não duvido; que tantos outros se demarcam de mim, também não duvido. Arrogância sim, porém com peso e medida.
Todavia, dois pormenores endosso à sua consciência: o primeiro; cai no mesmo embuste querendo fazer uso de uma retórica tão simples quanto a minha nos moldes como termina o seu primeiro comentário; algo previsível, até... felizmente, não corresponde à restante estrutura que se assoma como bem mais original; o segundo é que permanece em grande vantagem em relação à minha pessoa, utilizando um espaço público para acicatar o autor sem que este possa retorquir-lhe senão no mesmo, agravando-se uma ausência de identidade, ainda que fictícia fosse, demonstrando que é tão mais fácil permanecermos, como direi, na protecção de um véu de ignorância (outro conceito ‘roubado’, desta feita, a Rawls).

Quarto ponto:
Passo ao seu segundo comentário, reiterando que não deverá nunca esquecer o âmbito deste blogue – que defini o suficiente para a sua compreensão: tenho-o, a este nível, em boa conta (embora tenha a convicção de que se terá, pelas minhas palavras, iludido do contrário ou, pelo menos, como pessoa de carácter duvidoso: pois é, as palavras iludem e como eu nada digo, sic sua, fica aqui explícito que em considerável medida cativou a minha empatia).
De facto algo há que custa a entrar no universo da minha compreensão: este seu segundo comentário, bem escrito porque também é apologista do verbo cuidado, assume uma aparência (e espero que nada mais – ou até poderei estar mesmo enganado) de ataque pessoal, em que não cuida em responder senão num mero apossar de bagagem de armas em que analisa heuristicamente a contra-resposta que o antecede, ao seu comentário, análise heurística aplicada ao pretérito e até mesmo ao presente, sem se esquecer de ‘saudar’ o futuro.
Bom, como diz um caro amigo, que tenho em alguma estima, um blog – por definição própria deste outro senhor – trata apenas, na sua essência, de uma egotrip. Pois bem, não corroboro em totalidade esta definição, mas aplica-se ipsis verbis a blogues que como o meu têm esta estrutura. Toda a escrita induz o leitor em busca de uma ideia, quer seja a do próprio texto, quer seja a que conduz àquela que ele, leitor, se apropria – de forma pessoal e subjectiva. Não é objectivo do neurose percorrer os caminhos do positivismo, algumas publicações são (ainda) mais pessoais e o conteúdo pretendo-o latente e submerso: ilações ficam para o leitor, ignorante ou não como insinua (falta-lhe, também a si, alguma modéstia: porque, é óbvio, não se imiscui nesse compartimento dos ignorantes, verdade?); a verdade, essa, por maioria de razão resguardo-a para mim com a legitimidade que tenho: a minha. De facto, não tratando de forma séria coisas sérias, este blogue é uma egotrip absoluta, onde, no seguimento da trip, me dou ao direito de misturar temas, conceitos e o que quiser que me são caros. Porém, sempre em trip, pois também as trips falam por si – muitas vezes com significados subentendidos que extrapolam o âmbito neurose (fóbica): mas, assumo, faço-o com esse propósito e com plena consciência.

Quinto ponto:
Em relação ao conceito de ‘Ordem’ – conceito que aplica com conotação marcadamente histórica.
As contingentes relações que mantenho com o meu blogue assentam numa cisão principal, a qual definiu através de uma pitoresca linguagem paternal como, cito, “’road to serfdom’ para si próprio”. É gratificante, quanto ao que me toca, perceber que me encontro em situação de servilismo para comigo próprio; antes para mim do que vendido (ou servindo, com a especial enfermidade pejorativa deste termo) a outros – não insinuo que o faça, apenas corroboro a tese de que também me mantenho abstraído duma ‘made order’ pré-existente em qualquer sociedade humana moderna: ou, pelo menos, não coloco ênfase no facto de ser ou não rotulado, em dito popular, como carneiro entre tantos. ‘Grown order’, como afirma, é um palavrão, ou melhor, uma expressão, de quem tacitamente se enquadra na ‘made order’ estrutural, variando unicamente ao nível da ancoragem paradigmática, clivagens (sempre) existentes no(s) Sistema(s) – ou ‘made order’?

Deduzo que tenha sintetizado que nada desmascara – ou pouco – porque nada – ou pouco – há, no caso específico deste espaço digital/ virtual, a desmascarar; deduzo que tenha sintetizado, com a sua particular idiossincrasia, que sou de facto demasiado claro: mas sem exposição em demasia da minha privacidade que não a desejada ou conduzida. Deduzo que admita que o talento é uma propriedade e não uma característica: há quem o aproveite, quem não o aproveite, quem tenha oportunidade (e sim, mesmo não a merecendo), quem não tenha oportunidade (sim, mesmo merecendo), mas não há quem não o tenha de todo.

Antes de encerrar e de, por hoje, assim espero, enviar os meus habituais cumprimentos, assiro ainda que arrogante sou realmente, arrogante por, nos seus termos, ser apologista acérrimo de um Sistema estruturado numa tecnocrática ‘order’ – devendo muito ao Sr. Galbraith quanto a esta postura.
Aguardo, com o prazer costumeiro e indiscriminadamente, pelo seu comentário ou os de outrem.


Cumprimentos meus.


[Mas posso reconfigurar-me dentro do conflito, pelo conflito, e, nessa minha reconfiguração, que é também reconfiguração do outro, construir infindavelmente – porque é essa a natureza do conflito – a tolerância.
Itálico por José M. Justo, extraído da Introdução à obra ‘Tratado Sobre a Tolerância’, Voltaire, ed. port. Antígona, 1999]

Publicado por PmA em 12:32 AM | Comentários (0)

agosto 18, 2004

É assim... (XXV)

'As ideias são como pulgas, saltam de uns para outros, mas não mordem a todos.'

George Bernard Shaw


[e como contra factos não há argumentos...]

Publicado por PmA em 03:25 PM | Comentários (0)

Ainda em curto-circuito...

"*Connecting to neuralnet*

(Please) Come lie next to me
No lies (?)
You and me are one

You know I'm not a saint!"
['kathy's Song' Apop - outra, mais uma, insistência]

- bzzzzzzt!
- pausa
- isto regressa ao sítio...
- ...

e a nave?!


Interlúdio - lá fora chove - fim de interlúdio.

Cumprimentos, caríssim(a)os.

Publicado por PmA em 06:50 AM | Comentários (2)

(Sem título, porque não merece)

E a 'minha' nave espacial, quando é que vem?
Pá, não sou de cá! Para quando essa boleia?


"One day we'll awake by a bright light on the horizon
In one second every eye will see the same
And this blinding light will draw all our attention"

'Eclipse', Apoptygma Berzerk


Um dia... mais, vez a vez, próximo do real/ realidade.
;P


[assim, posto de parte (em parte!):

"Your mind is full of enemies, the room is full of energies
That want to take control
They're all around you, and you're all alone
Your mind is full of enemies, the room is full of energies
Haunting your soul
They're all around you, and you're on your own

One day you'll realize that you were wrong
You'll regret that all this happened
Some day you'll realize that you were wrong
To be left with Paranoia"

'Paranoia', Apoptygma Berzerk


ora, até me parece injusto...]

Publicado por PmA em 06:35 AM | Comentários (2)

‘É Passagem, sem pagar portagem (...)’

Dando continuidade à penúltima publicação, tudo fica bem quando termina bem; ou quase: pelo menos coisas há que estão superadas, tendo sido o bom senso, com cedências algumas aqui e ali por parte dos interessados, o ingrediente primordial.

Ah!, faz-me lembrar momentos da adolescência, ainda que poucos, passados em Palmela.

“Começa por ser um sentir
Depois passa a crescer
É uma forma de se abrir
O que está para se ver
Diz-me tu que merda é esta
Que não consigo atinar
Parece que às vezes me perco
E nem consigo atinar

É passagem sem pagar portagem
É não ter nada a perder”

‘Popitude’, Entre Aspas

Publicado por PmA em 03:32 AM | Comentários (0)

Ontem, num carro...

..., ao fim da tarde, enquanto ia pensando destinos – o meu incluído. Ouvi isto:

“If you want to open the hole
Just put your head down and go
Step beside the piece of circumstance
Got to wash away the taste of evidence

Wash it away (evidence)

I didn’t feel a thing
It didn’t mean a thing
Look in the eye and testify:
I didn’t feel a thing

Anything you say, we know you’re guilty
Hands above your head, you won’t even feel me

You won’t feel me (evidence)”

‘Evidence’, Faith no More


Há vezes em que nos temos que apartar dos sentimentos, distanciarmo-nos das emoções pensando e sendo um – taralhoco – bicho racional. Avé, Homo Sapiens Sapiens. Mea culpa, também.

Publicado por PmA em 01:12 AM | Comentários (0)

agosto 16, 2004

Agora: sem nada a esconder.

Obstáculos existem que não conhecemos a forma de contornar: existem e não é sensato deles tentar fugir. Na impossibilidade de contornar o que teima em querer-se, orgulhosamente em estupidez, incontornável resta a opção que a todo o custo se deve evitar, aplicando-se única e exclusivamente como última ratio: a ignorância.
Custa, não nego, ignorar aquilo que não o deveria ser. Forma, porém a única forma, de abrir os olhos a pastores que teimam em querer conduzir o seu gado na cegueira das suas crenças. Se mesmo assim não abrem os olhos, é porque também, nos e pelos seus preconceitos, os cerraram à nossa felicidade – ou à minha: e aí, aqui, não o permitirei. A grande ruptura, diz Fukuyama. Se assim estiver destinado pelas nossas acções... bom, assim o será: porque fechar os olhos à felicidade própria é da maior gravidade, é negarmo-nos enquanto pessoas e legitimar que outros nos marionetem.

Nem que seja a expensas de tudo e de todos, eu próprio valerei por mim.

(no remorse)

Publicado por PmA em 05:47 PM | Comentários (6)

Um Conto (PARTE I)

A Castro nasceu no seio de uma família conservadora. Fora a primeira, poll de uma curta série de rebentos. Apesar do pai, severo no trato e conservador nos ideais, porém de uma ternura que envergonharia os mais castos, embora teimasse em não a querer – jamais – dar a conhecer ou exteriorizar, não esconder a preferência por um filho macho, com aquele minúsculo apêndice distintivo do sexo oposto, foi na sua severidade e escassez de palavras um homem babado quando a vira pela primeira vez: esquecera, por completo, a preferência que nunca escondera; se fosse menino não ficaria mais satisfeito. Ao afagá-la, àquele pequeno ser que era a nascida menina Castro, junto a seu peito permitiu-se, apesar da sua conhecida dureza nas palavras, a um imbróglio de conjugações confusas: também ele estava num estado de confusão, iniciado mal vira a Castro nas mãos da parteira que lha viera entregar pela primeira vez. Pouco dado a emoções que pelos outros fossem notadas, sentiu um molhado latejar nos olhos; a voz, embargada, ficaria como recordação para si mesmo – e para a parteira que, de grande sorriso na face, lhe trouxera o primeiro fruto do incontestável amor que, desde o dia que a conhecera, prometera à mãe desta linda e frágil nascitura; essa chama de amor manter-se-ia pelos anos, imaculada por ela própria que por si derrotava qualquer estocada de proveniência exterior; sempre fora lindo e puro, este amor entre aquelas duas almas que agora se viam continuadas, como lei universal da vida, nos ainda acinzentados olhos de tão doce criatura com poucos quilos e parco tamanho: um bebé saudável, como outros tantos, mas infinitamente especial aos olhos de ambos quando, ao colo da mãe com o pai ao lado, a contemplavam com todo o deleite do prazer de terem objectivado um amor na mais terna coisa que o mundo tem.

O segundo, ou melhor, o terceiro filho dos Borgonha veio à primeira luz do dia em território Ultramarino. Digo terceiro como poderia dizer o segundo. De facto, o último destes Borgonha não era já esperado e fora, sem dúvida, uma surpresa; agradável, nunca os seus progenitores de tal duvidaram, mas sem que por isso deixasse de ser uma surpresa. Terceiro, dizia, porque o segundo abortara espontaneamente ainda num período demasiado embriónico; segundo, sustentava, porque de facto o outro segundo nem perto esteve de sair do ventre da mãe. Em idade distava, portanto, bastante do primeiro nado dos novamente orgulhosos papás. Por virtude de acasos da natureza que me coibirei de enunciar, sempre foi desde que estivera nas mãos de seu pai o seu menino de eleição; não que a mãe o rejeitasse, claro que não: mãe é sempre mãe e há quem sustente que os laços destas com os filhos, dado o facto de deterem o monopólio de nelas se ocorrer a totalidade da gestação, serão para sempre fisicamente mais vincados; sobre esta expressão não irei expressar, de igual forma, qualquer juízo, pois que me interessa a história em si e em nada o que a extrapole – decisão que tomei antes mesmo de me ter decidido a dar forma ao que por aqui discorrerei.
Indubitável realidade, este Borgonha irá ser sempre hiper-protegido sob as asas de um incomensurável amor, a par de uma extrema dedicação, do Borgonha pai – que, contra tudo e contra todos, sempre apostara sem vacilar na vontade de vida (inabalável, diga-se) do seu progenituro.
Fora o seu irmão, orgulhoso do pequeno ser que agora partilhava a mesma casa, quem o baptizou, escolhendo com o anuimento dos pais o nome próprio – ou os dois nomes próprios – pelo qual viria a ser chamado este pequeno. Porém, de negrume é feito o futuro pois que ninguém o desvenda antes que se torne presente e, logo sem piedade e de imediato, passado; o irmão Borgonha mais velho, e menos ainda o mais novo, não desconfiava das amarguras que entre eles, que durante anos seriam muito amigos, companheiros fervorosos e confidentes de inconfidências, se viriam a intrometer separando sem remédio nem cura as suas vidas; culpas e responsabilidades: só a ambos, a estes irmãos, as podemos atribuir – o esquecimento é fácil quando compenetramos a mente efusivamente nos ressentimentos do presente e do passado próximo.


Castro, primogénita, viu outros seguirem a linhagem dos seus pais. Não se podia dizer banhada em afectos enquanto da sua vivência como filha única, todavia nada tinha a apontar à atenção que lhe era prestada e à educação que lhe fora destinada, aplicada. Um após outros, recebeu sempre de braços e sorriso aberto os varões que nasciam; até que, decididos os senhores Castro, decidiram que, pela contagem, em filhos, e filha, já bastava; como é dito à boca cheia e em moldes grosseiros, optaram definitivamente por encerrar a fábrica, a fábrica da maternidade; não se conhece que, falando no mesmo tom, que a fábrica da paternidade continuasse em actividade, pulando a cerca do contrato matrimonial: católico, como convinha. Ser a mais velha não lhe trouxe, contudo, quaisquer fardos adicionais, já que a sua mãe era peremptória quanto à educação dos restantes filhos, recusando-se a deixar a educação à mão de outros: fossem amas ou filhos mais velhos. Sempre assumira em absoluto o papel de mãe, convicta de que ninguém faria melhor que ela e que se tratava de função privilegiada que nunca permitiria, dizia ao esposo, ser delegada a mais alguém; de resto, nada existe a apontar ao relacionamento conjugal do casal Castro, com a excepções características a todos os outros, sem gravidade digna de ocorrência (talvez uma ou outra, mas esquecidas nas memórias do eterno tempo que tudo e de tudo vê).

Os Borgonha, pese o nome pomposo que recorda a primeira dinastia da pátria nossa, eram pessoas simples. Simples, não simplistas: haver poderia quem distorcesse a terminologia – há que respeitar o rigor. Do casal a sra. era quem mais importância exultava às questões da igreja; ele, o sr. Borgonha, nem por isso: todavia, nada impeditivo de um matrimónio com os rigores clericais, o que, aliás, por exigência da própria sra., se tornou condição incontornável; para ele não lhe fazia espécie, coisa tão habitual na época, e nem sequer teria ponderado algo que desta ideia se apartasse. O último destes Borgonha cresceu rodeado por adultos no lar; o próprio irmão, que o apadrinhara em nome, era já o protótipo de um pequeno adulto; impossível era lembrar-se do mano com idade inferior a onze, doze anos – e já no Continente: o Ultramar deixara de depender da pátria, assumindo a sua independência, bem ou mal, face ao mundo inteiro; assumindo e não só, já que se tornara legítima a sua independência aos olhos dos políticos da pátria ex-potência e, acima de tudo, instituída independência nas Nações Unidas onde detinham assento próprio.

Publicado por PmA em 05:38 PM | Comentários (1)

agosto 14, 2004

É assim... (XXIV)

Searching for a job
searching for a life


(por Auguste Rodin)


"I'm searching for some kind of meaning
There must be a reason for living
But every day I'm crucified by triviality
Every day I'm crucified by triviality
Every day I'm crucified by everything I see"

'Everyday I'm Crucified', The Chameleons

Publicado por PmA em 02:48 PM | Comentários (2)

agosto 13, 2004

Sinto uma ligeira náusea...

... ou até mesmo completamente doente.
As Telecomunicações Móveis Nacionais devem estar orgulhosas de mim: só, e só mesmo, uma facturação de uns meros € 212,08!
Vou à casa de banho vomitar, já volto...


©

Publicado por PmA em 12:47 PM | Comentários (4)

agosto 11, 2004

Violador...

... britânico ganha apenas(!) 7 milhões de £ em jogo de azar (ou de sorte).

Espero que isto não motive mais - más - intenções: recordem-se da pena que este senhor cumpre.

Mas 7 milhões...

Publicado por PmA em 10:45 PM | Comentários (3)

agosto 10, 2004

Mimos da...

... dona...

O melhor é mesmo comprar o raio do cão - e rafeiroso, de preferência.

Castro lindo!

Publicado por PmA em 03:53 PM | Comentários (4)

«In a parked...

... car
in a crowded street
you see tour love
made complete»

Perdão, mas já vi tipos mais mentirosos... e eu seria um deles: «you see your love made complete»?.

Bah... balelas - se não fosse eu ou ela... nem pretendo saber: azar!


era U2: 'Love is Blindness'. Bora e siga...


... caros leitores --> côtadinhos, que pena fugir daqui...

Publicado por PmA em 07:58 AM | Comentários (3)

You and me...

... are one.

dizem os apop berzerk. ['kathy's song', vários remixes]


Interpretem conforme a vossa vontade como, aliás, já foi referenciado.

Beijos, mimos, abraços: para vós, caríssimos.
Tu, 'miga: 'come lie, next to me' (pois...)


Lixai-vos, vós das bocas parolas.
;)

Publicado por PmA em 07:33 AM | Comentários (2)

You know you’re chewing bubblegum...

…nas palavras dum discothèteque de U2.

Pois é. Renego / para ti – dum mascarado para mim. Azar; azar o daqueles que nisto não acreditam. Assim sendo:’lets go, go’. Lamentavelmente, em redundância, lamento. Sou in veritas. Quem não aprecia que se mude. É mesmo isto. Tipo ‘boom-cha’, que conta pontos na mesma música.

Esqueci-me de duas coisas, burro e bruto sou, infalíveis à memória – ou a esta mesmo – tantas são as variáveis que contam. Arrependimento, de facto, nenhum. Este, quanto a mim, fica para mais tarde. Percorro caminhos vários, tantos como vós, sem que nas decisões que pesam o arrependimento tome forma. Vou escutando Covenant e gosto. Não gostarão ou, sinceramente, nem conhecem. Que se dane. A mim diz-me bastante, o suficiente em sustentação de um estado de espírito: paciência, se desta maneira não o sentem – eu sinto. Eu mais e em acrescento com o meu velho Compaq Armada vamos sentido este... bom, «sentimento». Dane-se, por e per si.

Escrevo e vou escrevendo à instância de um garrafeira Acácio de 75; coincidência ou não – o ano em que passei de pseudo nascituro a ser em realidade. Bela colheita, esta de ’75. Digo; digo eu – e somente eu? Realmente existem artefactos belíssimos... mas, contudo, artefactos. Bolas!, e verdades? Tenho uma. Ou duas, por aparência no que é dito: eu dela gosto e vou sendo, em afecto, alvo de reciprocidade. Mas de amores – pseudo!– recuso-me a ir vivendo. O real, esta realidade é seguramente mais complexa: “if you scracth it won’t disappear”, dizem os U2 no seu “Staring at the Sun”. Não sei nem quero saber. Dane-se!!! Um dia... um dia de cada vez: acreditas verdadeiramente nisso? Escuso-me a tamanha resposta; quem sabe, não sei, mais tarde.

Permaneço e vou permanecendo numa ‘onda’ muito sinth ou ebm em termos de música, e sem qualquer ressentimento. «I ‘ll call my ships to port» - Covenant; E?.... Quão doce é esta maresia, esta que me chama sem protocolos e sem receios. Sinceramente, meus caros, vou gostando de cá andar. Não é verdade, miúdo? [não, desta não me refiro aos...].

Rapaziada, graúda e miúda: cumprimentos.


Publicado por PmA em 06:44 AM | Comentários (0)

agosto 09, 2004

Textos (sem) sentidos

Por quem não esqueci. Por quem não esqueço. Por quem tenho. Por quem escrevo.
Rábulas e parábolas? Nem por isso. Desdenho um pouco estas tipologias prosaicas. Como venho asserindo, bem como me assumindo, a minha escrita deve o sua existência a quotidiano, sem que trace quaisquer outras presunções; mesmo assim sendo, baseada no e pelo quotidiano vivido, não se apresenta – o meu escrever e escrito – como alguma especialidade desenvolvida e arte de requinte aprendido; bem pelo contrário é, em verdade, bem ordinária – no sentido de comum e banal.
Isto de um sociólogo (no desemprego – eheheh) ser alvo de tentativas psicanalíticas de interpretação daquilo que redige por parte doutros que se arrogam de sempre saberem o que e para quem escrevo tem o seu quê de caricato. Eu lá – aqui – vou deixando umas palavritas que me soem ao que de facto pretendo transmitir, mas sou retirado do contexto do blog-neurose por outros que, esses sim (nas suas excelsas palavras ditas – porque se escapam aos comentários, sempre em aberto, que se seguem ao final de cada post publicado), sabem em concreto e sem dúvidas – oh, quem me dera puder ter certezas tão vincadas! – o que escrevo e a quem me dirijo. A excelência dos descodificadores destes senhores é demasiado grandiosa para mim; afinal, eu, tão somente apenas, me limito a teclar palavras e frases que acabam por ter um sentido – sempre ao alcance interpretativo desses que sabem, dizem, mais do que eu quanto àquilo que aqui se vem apresentando. Acho graça. Acho graça para não abanar a cabeça várias vezes no sentido nove/ três horas, segundo a marcação dos relógios, com uma anuência (negativa) de um ‘está bem, vocês é que (lá) sabem’ com umas infindáveis reticências a arrematar a expressão. Bom, pensem (e julguem!) o que vos apetecer e convir que, por meu lado, farei invariavelmente o mesmo – assumindo a mesma postura que usam (quem sabe com maior legitimidade!). ‘Não consegues conhecer uma pessoa’, verdade? Poderá não ser transcrição sic, literal do que me disseste; porém pensa: se assim é, se assim acreditas, porque dizes conhecer melhor o objecto que os meus texto são que eu? Paradoxos, meu caro; paradoxos – pensa bem nisso (que esta é só compreensível para ti).

Concluindo: o meu blog – reitero o «meu» – não corre ao sabor de individualidades ou indivíduos particulares. Corre e discorre ao sabor de uma vontade própria advinda de mim. Como sustentei por mais que uma vez (e continuo determinado em sustentar essa proposição), o blog e o que nele se apresenta em termos de publicações não é objecto de uma censura que vise o determinismo do interesse de potenciais leitores; escrevo por e para mim, numa independência que talvez só um blog ou um diário não electrónico podem proporcionar. Se agrado, no que digo escrevendo, trata-se de qualquer coisa (de bom, óbvio) que vem por acréscimo. Feliz coincidência haver quem agrade no que resulta de um constante teclar.

Claro que poucos são ignorantes (peço desculpa pelo termo!): é fácil retirar a ilação que o que aqui e agora foi publicado trata de uma justificação perante os comentários que me endossaram. De facto, isto não espelha a realidade – o que é real. Porém, pensem o que quiserem.

Caríssimos, cumprimentos.

Publicado por PmA em 07:45 PM | Comentários (0)

Quem é que manda aqui, hum?

Directamente ou por boca de terceiros tem-me chegado aos ouvidos um leque de comentários que conduziram à existência deste post. Do agradável ao desagradável, diga-se. Quanto aos desagradáveis, alguns provêm de mentes que desprezo e às quais não intitulo qualquer importância; para esses, portanto, fico-me já por aqui.
Outros que ainda desagradáveis, lá vou dando importância: mais ou menos consoante o ‘autor’. Agradam-me os blogs pela impessoalidade e cara escondida, facilitando que se possam escrever palavras que tomam em forma mensagens que preferencialmente não diria em espaço público. Todavia, esta característica do anónimo de um blog é desvirtuada quando leitores assíduos fazem parte do círculo de conhecidos e amigos. Paciência. Vicissitudes, diria alguém que me é particularmente querido.
Desta feita, resta-me um ‘grito de guerra’ que – infelizmente – acaba por apelar ao irracional: mas afinal quem manda aqui, hum? O tasco é meu. Meu e faço-lhe o que bem me prouver.
:P para todos os comentários desagradáveis, mais quando os seus ‘autores’ se escondem, igualmente, numa confidencialidade que ultrapassa este neurose, escusando-se a comentários no mesmo que tornasse mais visível as suas faces.
Súmula: Neste tasco manda aqui o taberneiro que sou eu! De forma grossa, quem gosta gosta, quem não gosta... bem há aí tanto pela blogoesfera.

Cumprimentos, caros leitores.

Publicado por PmA em 07:44 PM | Comentários (0)

Yes, my master


:: how jedi are you? ::

Publicado por PmA em 04:11 PM | Comentários (2)

agosto 02, 2004

Maturações ou Ser não se baliza por um existir redutor

I’m nearly great
but there’s something I’m missing I left in the duty free

(‘Staring at the Sun’, U2)


Se não foi no duty free terá sido noutro sítio qualquer.

A longevidade é mais um acervo desprovido de significado. Longevidade de quê e de quem? Em quantidade ou qualidade? Mania das grandezas, de totais edificantes, que putrefazem as necessidades – básicas/ essenciais/ estruturantes, ignomínias/ supérfluas/ apendiculadas. Razões sem razão de ser.

Evita-se cuspir para o ar bem para como para o prato onde se come. Deriva, em efeito perverso, que por vezes – e não tão escassas quanto isso – se ignora o quanto se está cristalizado na realidade: mesmo sendo aquela que dizemos ter construído (mais correcto, ter ajudado a construir ou contribuído na/ para sua construção). Segundo o parecer jurídico deixamos de poder ser alugados para passarmos a ser susceptíveis de arrendamento: nesta transmutação que agora nos define como bens imóveis. Cristalizados, enraizados, caucionando o futuro – breve frame a frame com retoques de embelezamento, porém sempre igual e... claro é!, estático: este futuro
Subverte-se a estrutura do sistema: há sempre o papel social (em sentido ancoradamente sociológico), dizem. Desaprovando (pré)juízos estabelecidos, resta-nos, então, este último encore que nos extirpa do trilho e do trilhado: escolher, com limitações – mas, todavia, escolher. Volte face interessante este que nem a todos interessa (nem virá, sequer a posteriori, a interessar). Se o papel me permite esgueirar à estrutura... pois bem, serei o que futuramente desempenharei; e sem tempos (muito menos paciências) para arrependimentos.

O ser humano é invertebrado na sua postura quanto à adaptabilidade, disso me convenci e não pretendo que me invertam as voltas (nem a própria vontade, minha, sustentaria tal inversão/ perversão). Afinal, a que me referia eu quando encetei a presente publicação? “I’m nearly great”: era – e é! – mesmo isso... com a companhia do(s) sempre presente(s) e aborrecido(s) «mas». “You oughta know”, trauteia a canadiana Morrissette, Alanis, em música com a mesma nomenclatura. Tendo de saber sem que palavra seja dita ou redigida – extremamente difícil, esta tipologia de acontecimentos: contudo, nem por isso impossíveis. Sustenho-me, com diligente empenho, ao papel antecipadamente previsto: sustenho-me a ele já que assim encontrarei o trajecto para a acção, acção que possibilita o imprevisto, o acaso, a mudança; enfim, o escape, recto directo, à cristalização desvirtualizante do ser e do existir. Acção, acção que agindo transporta o definido para o campo das definições em aberto, do acaso, com a possibilidade de decidir e escolher por trilhos, por ramificações e entroncamentos, em bifurcações de soluções e hipóteses. Com consciência e em consciência – não há cá (lugares em cabimento para) “it is your destiny, Luke” de um Vader em Guerra (na e) das Estrelas.

Embarca-se no papel do (e no) real, escapulindo ao estádio estagnado de uma estrutura (im)posta hiper-real – como se de real se assumisse, jamais o sendo: engodos montados, é como se deve encarar e desmontar o esquema mental que produz estas hiper-realidades cristalizadas.
Enfim, fico-me por aqui: terei percebido que não será fácil descodificar estas linhas (correm, agora, os académicos – os doutores – a asseverar que o fariam, mesmo que lendo com apenas um olho de atenção). Eu próprio inicio um processo de séria desconfiança apontada ao que escrevo e ao que presumivelmente pretendo transmitir. É mesmo do meu agrado ser desta forma: subjectivo – a compreensão, ou o compreensivo (à la Weber), tratará de lhe prover sentido. Já o (doutor) Augusto Santos Silva escrevia “Entre a Razão e o Sentido”; opto, clara e inequivocamente, porém abstraindo-me de dogmas que apenas servem para toldar, pelo sentido.

Cumprimentos meus, (mais que) pacientes leitores. Também eu tomei conta de que ‘fugi’ significativamente ao âmbito pré-estabelecido do post (não será isto mesmo o que corrobora a mensagem que vim tentando fazer passar, o de perverter o estaticismo? abstenho-me de consagrar resposta já que é, parece-me convictamente, desnecessária). Paciência.
;)

“It was a beautiful day”
‘Beautiful Day’, U2 (O condão destes «tipos» lá vai sendo, em moldes de hábito, inspirador para mais uma ou duas palavritas neste blog.)

Publicado por PmA em 10:12 AM | Comentários (0)

Chrysanthemums (Vase fleuri)

Para a Martolas, 'quenina dos meus olhos.

Paul Cézanne - em 1896-98 (?)

Publicado por PmA em 05:03 AM | Comentários (0)

Para os teus olhos apenas

Cry for help? Sinceramente... não padeço dessas necessidades de chamar (em desespero?!) por alguém. Percebes?
O que é, é. Ponto - e desses que são «final».
Pronto, retorno àquela coisa da city e da urbe... (vê doutor? eu até me aplico!)

;)

Publicado por PmA em 04:47 AM | Comentários (0)

Cidade e Urbanidade:

... Coexistência e Conflito. Arghh! (trabalhos de mestrado, pffff... oh - prof. - doutor, tenha dó!)

"Give me something skin
something like flower
Give me (...)
something like forever"

'Skinflowers', The Young Gods

Publicado por PmA em 04:06 AM | Comentários (2)

Pulcro hibernar

Brincamos às graçolas. Gaiatos risonhos em matiz branco escuro – quedando para o escuro.
Raia, longe e tarde, um vermelho do sol que ‘convida’ a ir para casa – feito o diagnóstico, impele-nos à ida para – e não «a» – casa após apressados boas-noites.


“Summer stretching on the grass... Summer dresses pass
(…)
stuck together with God’s glue
it’s going to get stickier too…
it’s been a long hot Summer
let’s get undercover

‘Staring at the Sun’, U2

Publicado por PmA em 03:36 AM | Comentários (0)