Não vale a pena tentar mudar o imutável; é só canseira. Digo-o, contudo sem perceber o significado. Em teimosia. Porque sou teimoso. Será mesmo teimosia, ou o alcance será já o da grosseria estúpida tanto quanto estupidificante? Escuso-me sequer a perder tempo nestas ponderações improdutivas...
O pensamento é forte, cantiga mole escutada desde os mais antigos. Não o suficiente, não trabalhado ainda, para que possa, em suas virtudes, demolir aniquilando paredes que circundam limites da possibilidade. Sintomático, no entanto, o processo que se repete em insistência. O que há fora, extrapolando o limite? Só de visita rápida, talvez em sonho, o viste – e que da memória se apartou, consumidas as vibrações ficando de novo o nada ou aquele pouco que é nada circundado pela cidadela que defende apenas do dentro para fora. Processo que se repete em insistência... Que fica da experiência senão a aprendizagem, que é o que conta? Aprendi que tenho que aprender; suspeito, sensação que vive e que não pode ser verdade, ter ficado tudo por aprender – ou não insistiria. Nem a aprendizagem, nem aprendi... – embora minta.
A ideia de que é merecido ou se pode possuir prossegue, vá-se lá saber porquê. Em latência, que a racionalidade não a permite à superfície onde tudo é percebido ou pode sê-lo. Logo, censura; acto de recalcamento tão grato aos curiosos e profissionais que se aprofundam nas intrincadas lógicas da mente – como se explica sem saber? Recalcamento racionalizado, doce modo asseverando a morbidez de um alcance minguado que minguei. Penso mais rápido que escrevo, deplorável cérebro que não se sintoniza. E a ideia de que é merecido ou se pode possuir. Asneirada, é o que é; sabia-lo se tivesses aprendido, se te tivesses dado ao trabalho de – mas não, o esforço era demasiado e a mostrar-se sem fundamento. Mas isso é o passado. Importa o agora; aqui e já para o após. Reprimidos então merecidos ou prováveis possuires; não existem.
Nada de novo a oeste, Remarque; ou a este, de norte a sul ou ao contrário. Não há senda mas paupério seguimento em sensaboria, destituído da excentricidade de quem é para além do estático existir por que se existe. De acordo com a norma, conformidade pouco aceite que o real é odiado. Aceite? Não carece de aceitação: está instituído. Abafado o levantamento insurgido, reergue-se o que se diz ânimo. Olhar em panorâmica, a cidadela, o universo dos possíveis. Esquece o resto. É aqui. Avém-te
Devia ser tudo bem mais que uma canção ordinária.

"Papers in the roadside tell of suffering and greed
Here today, forgot tomorrow
Ooh, here besides the news of holy war and holy need
Ours is just a little sorrowed talk
(just blown away...)"
'Ordinary World', Duran Duran
Publicado por PmA em junho 16, 2005 08:11 PMhummm... a música parece-me demasiado estática, para contrapor ao texto cheio de imagens ;P
Afixado por: chavininha em junho 16, 2005 09:07 PMEstão bem um com outro. É um 'casamento' feliz.
:P
se tu dizes eu acredito.:P
Afixado por: chavininha em junho 17, 2005 11:25 PMCredibilidade, onde chegas?
Afixado por: PmA em junho 17, 2005 11:51 PMisso são outros 500...lol mas tens alguma, parece-me a mim (assobios para o ar ;P)
Afixado por: chavininha em junho 18, 2005 12:44 AMNão deixa de ser importante; contudo, pouco.
;)