maio 02, 2005

The proud coward

Há quem sustente teses de que o medo é irracional. Fora do controle dos centros de decisão. Que, quanto ao medo, este pode só e apenas ser condicionado: com maior ou menor sucesso efectivo.

É normal, posto o parágrafo anterior, que poucos sintam à vontade em exteriorizá-lo, menos ainda em partilhá-lo em acção manifesta. Compreende-se. Compreendo. A minha postura passa pelos mesmíssimos trâmites. O medo, de facto, é ainda místico; ou demasiadamente mistificado. E vive, presentíssima, a ideia de que quanto menos souber o outro relativamente aos nossos medos e/ ou receios – pois que são conceitos singulares, ainda que interajam íntimos –, mais seguros (de nós mesmos, não sendo portanto reflexivo) estaremos.

Quanto a mim, em modesta opinião, não é o medo em si que introduz a desvantagem. É sim o sentimento de medo. O sentimento de medo, pois; ultrapassa a cognição, deixando-nos ao embaraço – os sentimentos, em valência ou, no oposto, carência, são desprovidos de um ditar exclusivo ao eu: e aí a clivagem!, o desconforto e a angústia.

Raios partam o medo. Ou o sentimento de medo, (sentimento) de insegurança – insegurança, enquanto impossibilidade de se controlar tudo o que depende do exterior, fora da esfera do que se pode e consegue decidir.



Publicado por PmA em maio 2, 2005 05:41 PM
Comentários

O medo é uma emoção inata a todos os homens, que nascem normais. Não deve é tornar-se sentimento como por exemplo a fobia de algo.
Não deveríamos ter medo de ter medo, porque nos avisa e protege contra o perigo.
O medo de que falas terá mais a ver com o medo de arriscar e ser espontâneo?

Afixado por: jacky em maio 4, 2005 07:57 AM

Queres que te diga se enviaste o meu porta-aviões ao fundo. Agora, escuso-me a esse responder. Fica apenas parte do pouco/ muito que considero: o medo é uma pulsão; o resto respender-se-á por si.

Beijinhos, moça.
;)

Afixado por: PmA em maio 5, 2005 01:57 AM