Ou possível reacção masculina ao alter feminino.
Nascido e educado em Lisboa, dei os primeiros passos profissionais bem mais longe. Aveiro acolheu-me, embora passasse algumas semanas dividido entre Coimbra e Castelo Branco; felizmente nunca fora destacado para a Guarda em qualquer ocorrência – não pela urbe, mas considerava suficiente trabalhar na empresa dele, bem pior seria ter que despender dos meus dias atracado à terra do papá. Sempre fui muito independente. E muito independentista. Pois, dizer isto quando se trabalha para o pai não conduz a grande crédito. Porém, é mesmo assim que me sinto.
Mal juntei uns primeiros trocos valentes e optei por iniciar-me em conta própria, na Lisboa da minha mãe e onde passara infância e juventude; até terminar o curso na faculdade. O após já o contei. Não foi fácil, mas a ideia de me tornar ainda mais dependente de mim e só de mim mesmo agradava-me e servia de mote a que igualmente me movesse incansavelmente. Pior mesmo foram os meses passados numa espelunca arrendada em Alcântara, enquanto combinava condições para adquirir um espaço que me pertencesse. Depois, como é dito habitualmente, entrou-se nos eixos. Empresa, casa, carro. Pouco faltava para que sentisse a plenitude da realização. Certo é que faltava. Julguei vir a descobrir a peça de encaixe quando a conheci; àquela miúda que num primeiro golpe de vista me deixou num absoluto deslumbre.
Acabara de mobilar o meu apartamento quando passei a confraternizar assiduamente com aqueles três. Sinceramente, considerava um deles de uma futilidade que embaraçaria um idiota. Julgo que a história do pacote funciona sempre. E funciona a todos os níveis. Não é possível obter as partes de excepção sem que tenhamos que gramar com o resto. Tipo lei natural, ou o raio que seja. Os outros dois eram gajos impecáveis, o que compensava as vezes em que o freak abria a boca; não recordo, inclusive, de alguma coisa de jeito lhe ter atravessado o gasganete. Há gente assim em todo o lado, certamente; por isso, que se lixe.
Valeu por mais que isso. Quis o acaso que, por intermédio daquela convivência, viesse a conhecê-la no refúgio a que se davam para as suas escapadelas do quotidiano. Íamos tomar um copo invariavelmente àquele café – com pretensões a bar meio submundano – algures nos redores da Lapa, Campo de Ourique... convenha-se que o meu sentido de orientação é pior que péssimo. Sou pouco dado a copos, particularmente em dias ditos de semana; contudo, era a expressão a que recorríamos ao combinarmos horas através dos telemóveis – e os quatro em conferência, às vezes parece-me que chegamos a extremos do ridículo (se pensar que não desligo o tm, nem me lembro da última ocasião em que o fiz... então, escusado será falar em ridículo – sim, pois que se fica ligado não é propriamente por necessidade).
Bem sei que é pouco bonito, todavia estava a tirar-lhe, como se diz entre pares, as medidas – e a outra, à sua frente –, mesmo que de costas para mim, quando súbita e envergonhadamente desloca a cabeça na minha direcção. Bloqueei. Confesso que bloqueei. O que, entenda-se, não corresponde à minha ortodoxia. Um sorriso. Só consegui esboçar-lhe um sorriso pateta; e fiquei a rezar para que não me tivesse tomado por palerma ou, pior, por anormalóide – o que senti, pois... um verdadeiro, absoluto e tremendo anormaleco. Azar, ponderei. Afinal não estava à caça (pois, claro que estava... mas assim é não me tinha ocorrido – será por isso que bloqueei? será que preciso de resposta para tudo? será que sou inseguro? cof, cof, deixe-se este deambular de lado... por ora, eh, eh, eh, eh!).
Senti aquele olhar penetrar-me pelos olhos, corrupiar todo o meu corpo sem autorização prévia e embater, mesmo tipo rochedo a tombar das alturas, junto à nuca, ou seja, mesmo no fundo da cabeça.
Fazendo uso do meu mencionado ‘extraordinário’ sentido de orientação, demorei três vezes mais que o normal a chegar a casa. Aquele olhar, aquela moça... ocupavam no momento toda a minha mente. Despertei um pouco quando um ‘fogareiro’ me buzinou durante trinta segundos, após ter tido o senhor capacidade para evitar o quase inevitável embate de chapas. A bem dizer, após ter fotocopiado com os olhos aquelas redondezas, nem sabia ao certo onde estava. O motorista do táxi ficou ainda mais estupefacto quando saí do carro, dirigindo-me a ele, e lhe solicitei algumas informações sobre como ir para tal sítio. O coitado, a segundos de me chamar filho daquela senhora, respondeu passa a passo, ajudando-me a visualizar o percurso com desenhos no ar feitos com uns dedos hiper-grossos, apesar de completamente incrédulo daquilo que lhe sucedia. Ainda abanou o chocalho antes de arrancar, alvitrando garantidamente que hoje em dia há com cada maluco...
Os gestos foram de tal maneira mecânicos, pese embora com outra atenção, que só me reencontrei na cama, logo que fiz com que a luz se desligasse. Reencontrei-me com um suspiro profundo nas entranhas, a falar sozinho e alto, a desejá-la – lamechas, diria para sempre – sem a saber quem. Bah, acho que somos todos uns idiotas; e virei a tromba para o lençol, enterrando o nariz contra o meu ultra-duro colchão. Zzzzz, foi o que de resto se seguiu nessa noite; terminara, estranha mas agradavelmente, mais outro dia.
Embora fossem habitués, corroborei na mesma que gostava sobremaneira daquele espaço, que bem poderia tornar-se ad aeternum o nosso espaço eleito para escape às quintas-feiras. Não foi trabalhoso convencê-los; aliás, julgo que estariam convencidos disso mesmo bem antes de ter reiterado a ideia. Saberia, então, se seriam eles os únicos clientes habituais – compreendem-me, verdade? Eh, eh, eh! Tinha parte da trama urdida... claro, não sabia que alguma vez iria resultar. Não é montar o ardil uma das partes mais giras do processo?
Esteve uma, duas, três vezes. Sabia, então, aquilo por que buscava: ela e as amigas – que se lixem as amigas, que tantas vezes só nos goram as estratégias e com isso os objectivos prosseguidos – eram, de igual modo, prata da casa. Sem estrilhar – dizem os pescadores que afugenta o peixe, mas este tipo de pensar provoca-me náuseas – lancei foguetes, recolhi canas, etc e etc. Apoquentava-me, agora, o como; como conseguiria chegar a ela, preterindo daquelas avançadas tão básicas quanto idiotas pela vergonha que acabam sempre por provocar ao ‘macho’ da espécie. Por muito que tratasse, conseguindo-o, descodificar, essa era questão teimosamente insolúvel, uma trama demasiadamente espessa se tivermos em conta o meu estado – de espírito (voava sem asas, não carecia delas mas sim dela, daquela moça).
Um velho amigo havia-me contraposto, a algumas hipótese minhas, que é do banal do quotidiano que emerge o extraordinário. Só o compreendi, e dei-lhe todo e mais algum valor, no dia em que a ânsia findou, ie, quando – aleluia! finalmente! – a consegui conhecer – da primeira vez que trocámos uma palavra.
Numa quinta. Em que outro dia podia ser? Numa quinta-feira, claro está – tão claro como a água mais pura... E sim, veio do banal. De um acontecimento que, inclusivamente, até poderia ter virado para o torto. Mas não. Eh, eh, eh. Agradeço à rapariga por detrás do balcão. Agradeço-lhe, pois teimava fazer ouvidos moucos às chamadas de atenção para que servisse à mesa – delas, óbvio. Num rasgo de têmpera, a minha menina levantou-se: olhe, desculpe... Recordarei pelo tempo que o tempo tem aquelas palavras precisas. E soltas com uma convicção... Se a tinha num pedestal, tê-la-ei, digamos, endeusado mais ainda.
Duas colas – sim, com limão!, esgotando-se a parca paciência que restava – e uma ananoska. Estaria eu mais nervoso que ela? Exaltado, com certeza que não. Enfim, lá foi uma ananoska embebedar umas calças de um beije clarinho; resultante de um brusco gesto meu, é verdade. Porra! e até saltei. Desculpe, exaltei-me. Nada disso; caramba, eu é que tive responsabilidade; devo ter medido mal a distância – conversa parva do costume... – e causei esta trapalhada; eu é que lhe peço desculpa. Ripei rapidamente de três ou quatro guardanapos e passei a tentar reparar o dano – como se estes valessem de alguma coisa... Parecia, sem sombra para dúvidas, um autêntico parvalhão: a esfregar-lhe as calças – provavelmente nem no sítio correcto – enquanto a olhava perdido (espero bem que não tivesse feito a típica figurinha de boca aberta, queixo caído).
Para minha felicidade, a solução foi rápida. Mais prontamente que o pronto, uma das amigas – um tanto ou quanto tolinha, ou era essa a ideia que dela havia montado – habilmente – de forma simplista, diga-se; mas com resultado – transformou o acidente numa oportunidade de... interacção? Vocês também estão sempre aí sentados ao balcão, é natural que assim acontecesse mais tarde ou mais cedo – observou em 360º - porque é que não vamos para aquela mesa grande sentarmo-nos? aquela redonda; já agora, sou a Sofia.
Por muito complexa que seja a estratégia que se construa, o raio da simplicidade ganha sempre... Nenhum dos meus fez ondas; nem a minha menina, excessivamente atrapalhada para anuir ou ripostar com um não será propriamente a melhor altura. À guisa de continuar com as desculpas sobre o sucedido, abeirei-me de um acento junto a ela. O resto da noite foi normal – normal?
Um tipo, nos dias que correm, não tem quaisquer garantias de como agir. Inevitavelmente, o homem termina por ser preso por ter ou não ter cão. Queres que te vá apanhar a algum lado? Engasguei-me... lá está, ser preso por e por não. Pode ser, assegurei, confirmando a minha segurança com um afinal já sabes onde moro, certo? Acho que sim, quer dizer, em princípio sei onde fica; dou-te um toque para desceres, está bem? Ok. Ok? Como ok? Não poderia ter dito qualquer coisa mais... sei lá, simpática, composta, digna. Mas pronto, ficou de me vir buscar. Era o que importava. A primeira vez sós, os dois sem mais actores a teatralizar ao nosso lado e, agravando-se, connosco.
Perdi a conta a todas aquelas vezes em que tive vontade para lhe agarrar a mão no escuro não muito escuro daquele concerto; pensei que por sermos poucos na plateia, que mais não suportava que duzentas pessoas, todos os olhos se voltariam para mim (ok, estava era paralisado pelo medo – pelo medo de uma reacção pouco prazenteira que adviesse daquela coisinha linda). Dizem isto e aquilo dos homens, dos machos; nunca vi como eles para hesitar às beiras de tomar o – e não um – passo decisivo. Queria movimentar a minha mão para a dela, contudo os músculos enrijecidos pela circunstância – pelo medo! – escusavam-se a aderir às minhas ordens. Fitava-a. Fitava-a como se fosse a última vez, embasbacado. Fosse um São Bernardo e havia inundado o recinto. Adorava-lhe os traços, o seu sorriso, os lábios, os contornos, a voz e como a colocava, a maneira de pensar, o que parecia ser, adorava-a toda, plena – sem excepção. Caramba, como me apetecia fundir-me nela; mas não, o meu pedaço arruinaria aquela harmonia. Percebi que a começava a amar – não seria ainda demasiado cedo para amar? não, não me cabia que fosse apenas arrebatamento; sentia e sabia ser muito, muito mais que isso.
A viagem de retorno fora relativamente calma. Calma essa a não se compatibilizar com um desassossego que me envolvera. Sentia-me, dentro de uma cúpula, no interior de uma redoma de vidro – daquele que, até ceder, suportaria o impacto de cinco ou seis impactos provindos dos disparos de uma 9mm. O meu corpo tornara-se em algo hermético e na realidade, dado o efeito psico-somático, comecei por sentir uma certa apneia; inspirei profundamente e com esforço, no entanto apercebi-me do patético de uma reacção assim manifestava ser. Mas que me faltou o ar, faltou – digo eu...
De tal forma não tirava os olhos dela que suspeitei que ela julgava estar-me a insinuar quanto à qualidade da sua condução. E havia estradas? Claro que havia, palerma! – que bronco pusilânime... Se nada lhe saía de maravilhoso, ao meu encontro, também não indiciava estar aborrecida: a geriátrica questão do se não é mau, então (ao menos) já é (alguma coisa de) bom. Como me satisfazias com um tão pouco, quase nada...
Estacionaste para aí em sétima ou oitava fila, mesmo defronte da porta que abria as primeiras defesas da minha casa. Afortunadamente, penso que aí o meu cérebro sofreu qualquer síncope funcional; mais rápido que o pensamento, logo até mais rápido que o Lucky Luke, escapei do carro em direcção à porta do teu lado. Abri-a, contive a respiração e lancei o braço esquerdo à tua cintura. Por nanossegundos julguei que o mundo iria desabar, infirmado, todavia, pelo sorriso que atravessava os teus trémulos lábios. Mais que assentir, consentias.
Moveste-te comigo até à entrada. Voltei a observar-te, ávido de ti. Mais inebriante que álcool, a adrenalina falava agora por si. Percebia a proximidade do teu exalar morno; encostei os meus lábios aos teus, com toda a candura que me era permitida. Quentes, contudo tão secos que exaltavam a sua extraordinária textura; cerrei firmemente os olhos, deixando em aberto todos os campos que refinassem o tacto. E beijei-te; se beijei... Acompanhei a imagem do paraíso, que me eras, ao carro. Recordo-me de ver-te sentada no banco com as pernas voltadas para a estrada. E de ter agarrado a cabeça com as duas mãos, quebrado pelo pânico que tinha em que te fosses; toquei a tua testa num beijo de carinho e respeito, agradecendo por existir, agradecendo-te por existires. Doce, ainda murmurei.
Quero tentar; ou voltar a tentar. Para ser sincero, duvido bastante que qualquer resultado positivo venha a surgir; mas se o faço, se tento, é exactamente por ser isso mais do que meu desejo. Suspiro, pois que infelizmente não é possível apagar aquele mal que maldito – nos calhou; o que acontece é irreversível, nem se justifica caminhar por esses trilhos. Contudo, o que nos calhou na sorte, aquela erva daninha que nos minou, é-me difícil superar; não a questão de ter acontecido negro quando se previa e desejava branco; somos adultos, sabemos superar, melhor ou menos bem, os acontecimentos que não queríamos ter visto acontecer: perde-se muito quando se cresce, mas ganha-se maturidade no pensar, no sentir, no agir – maturidade, o único contrapeso conquistado à e com a idade.
Relembro carinhosamente aquela ternura que era quando vivíamos a nossa vida, juntos, simbióticos, um para o outro tanto como um com o outro. Amava-te acima de tudo; amo-te, essa é que é a verdade. Tão verdade como não me querer magoar mais; nem a ti, paixão.
Lembras-te daquilo que tantas vezes te repetia? Uma realidade tão óbvia que julgo nunca lhe teres oferecido uma importância sequer similar à que lhe dou. Tão óbvia, que no entanto sentia com tremendo fervor. Lembras-te? Lembras-te ainda? Não o irei saber. Pelo menos por ora, não é momento para to perguntar. Era tão simples. Era só isso. Dizia-te – espero que te lembres – como em grande parte se aferia o grau de confiança que ofertamos ao outro. Disse-to logo da primeira vez em que apresentaste queixa que adormecia vezes demais ao teu lado. Pequena, a maior prova de confiança passa por isso mesmo: adormecer, aninhado e desprotegido de tudo, à mercê de ti apenas, sem receio mas antes com a sensação de todo o conforto do mundo – e do universo; é entregarmos a nossa vida, é colocá-la na mão de quem está ao nosso lado sem que qualquer preocupação arrelie ou apoquente; isso era confessar-te em silêncio seres a pessoa mais importante para mim, o maior amor que tinha.
Contei-te que sonhava, acordado, numa hipotética situação ridícula, quando alguém disparava uma arma contra ti e eu, sem hesitar sabendo que morreria, me colocava entre o mal e o amor, impedindo que te fosses porque eras mais importante?
Adormecia, amor. Mas completamente feliz e sereno, que te tinha – a ti e só a ti – ao meu lado, com os corpos a trocarem carícias sem nos pedir.
Passávamos grande parte do tempo, que restava das obrigações do dia, a disfrutarmo-nos no aconchego da minha casa; a maior parte das vezes estendidos – rendidos? – na minha cama, quase sempre com uma fina e confortável manta ou o meu mais fofo edredon como conchego adicional. Trocávamos ternuras amiúde. Pensava não existir nada mais sólido em que galáxia fosse. E aos fins-de-semana, os passeios intermináveis, de mão dada por onde andássemos, a fazer inveja aos filmes que mais exaltam estas perspectivas; fazíamos escolhas por entre planos conjuntos, acabando tal como nos dias de semana na mais profunda intimidade que perfazíamos.
Adorava o teu corpo, único. Trivial, coisa igual a tantas outras e ainda pior, retorquias com uma certeza que jamais me convencerá. Perderia – perder, como perder? – horas a fio a contemplar o teu desenho nu sem carência de mais. Linda! Eras linda. Perdão, és linda.
Dava-me prazer aspirar o cheiro do teu cabelo, do teu pescoço eternamente elegante e fofo; mas o do teu peito levava-me à perdição, aquele cheiro morno que ora me tranquilizava, ora excitava todas as partículas que me constituem. Se fechar os olhos, mesmo estando no Evereste, consigo assomar o cheiro do teu peito. E do toque: se toda tu tinha aquele toque... então o teu peito, terno, meigo, o meu esconderijo secreto e preferido. Fitava-te de alto a baixo, por vezes incomodava-te e até me apercebi disso, quando fazia amor contigo. Saboreava todo o teu corpo, com todas as sensações que os sentidos têm. Não te quero descrever, fá-lo-ia muito por baixo daquilo que mereces... Quando beijava e mordiscava todo o teu peito, nem um milímetro escapava; quando beijava as tuas coxa por dentro; quando te sentia os diferentes sabores; quanto te beijava o pescoço e os lábios assim que estava dentro de ti; como te mordia, arrepiado que nem cão abandonado, às portas de cada orgasmo; como o meu corpo se torcia quando me tocavas... sim, porque eras tu que me tocavas; tu, o meu amor.
O que nos separou? A vida, não quero acrescentar mais; mas sabes que vivemos talvez demasiado intensamente, que não bom esquecer que existe um mundo, outras vidas, em nosso redor. Sei que te amo e basta-me. Basta-me para confiar, por muito que a realidade o desminta, que vamos resultar. Amo-te com intensidade que não sabia existir, possível, sequer verídica. Amo-te quando estás comigo, amo-te quando estás longe, quando dormes; sempre. Sei que é tolo assegurar o que não se sabe, mas: amo-te, para sempre. Para sempre, doce.
Esta nostalgia mata-me, esta indecisão de não te ter estando tu cá dentro. Merda para isto tudo! Já te disse que quero um filho teu, contigo? preferia uma menina; e tu, que dirias?
(É verdade: nunca soube se aquela ananoska era para ti...)
The End, para uma história que certamente não voltarei a retomar. Mas sim, acredito em finais felizes, quem sabe? Fico satisfeito por ter apresentado um rascunho em duas vozes, vozes que pensam numa complexidade – diferenciada – muito além destes dois pequenos-grandes posts que gostei de criar.
;)
Vou torcer para um final feliz a duas vozes :)
Afixado por: jacky em abril 28, 2005 09:01 PMEles que se decidam, pode ser?
;)
Afixado por: PmA em abril 29, 2005 03:48 AMSim, tb quero um final feliz... adoro finais felizes!
Afixado por: Loira em abril 30, 2005 10:05 AME quem não gosta, Loira?
;)
Afixado por: PmA em abril 30, 2005 05:51 PM