Há tantos; nem sei em quantos e quais caio.
"Prometo não falar de amor
De gostar e sentir
Portanto não vou rimar
Com dor ou mentir
Joga-se pelo prazer de jogar
E até perder
Invadem-se espaços
Trocam-se beijos, sem escolher
Homens temporariamente sós
Ai que cabeças no ar
Não interessam retratos
De solidão interior
Não há qualquer tragédia
Mas o vinho a beber
Partidas, regresso, conquista
E fazer
Tudo anotado numa memória
Que quer esquecer
Homens sempre, sempre sós
Preferem perder
Homens temporariamente sós
Ai que cabeças no ar
Homens sempre, sempre sós
Bolas de ténis no ar
Muito batidos saltam
Acabam por enganar
Homens temporariamente sós
Ai que cabeças no ar
Homens sempre sós
Nunca conseguem casar"
'Homens Temporariamente Sós', GNR
Publicado por PmA em março 7, 2005 04:19 PM