janeiro 14, 2005

Hoje, distorção

Surdo que nem uma porta. Há resmas de sons a não serem mais que poluição sonora. Então, hermeticamente, os ouvidos encerram-se. Toda uma complexa linguagem corporal muito informa, se bem atentarmos. Remete-se a maior fatia sensitiva para a visão. Fui assim tão ignorante que só agora perceba?

Alteram-se os cenários, com eles os gestos das diferentes gentes. No âmago, contudo, são da mesma massa, saídos da mesma forma praticamente equivalente a uma linha de montagem fordista. Flui por cada indivíduo um sopro de vida sistémico, sustentada por uma solidariedade universal não manifesta e que os molda pela uniformidade. Onde param as destrinças, a especificidade, que tornam cada um único? Não sei, talvez hoje o dia tenha corrido mal, se tenham momentaneamente esgotado as ideias, se tenha encerrado a torneira da fonte da originalidade.

Parece-me que não acordei muito bem disposto...


"go to the empire state and watch the city lights
hear the noise of millions struggle in the sprawl
stare into the sky we're few and far between
black eyes full of stars wide with memories

every street I ever walked
every home I ever had
is lost

every flower I ever held
every spring I ever had
has died

every man I ever knew
every woman I ever had
is gone

everything I ever touched
every thing I ever had
has died
"

Like Tears in the Rain’, Covenant

Publicado por PmA em janeiro 14, 2005 12:56 PM
Comentários

Fui à gulbenkian e acabei por destapar a caixinha das recordações.Que teimosia...

Afixado por: i em janeiro 14, 2005 03:57 PM