Falta de vontade para escrever. Aliás e não só: poder-se-ia dizer. Falta motivação, falta quase tudo... mesmo sabendo haver quem me ofereça esse 'tudo'.
Até se vivem momentos muito bons: daqueles que julgávamos esquecidos e entregues a donos como a - pretérita - memória. Que falta, pergunto-me... triste, trisitemente. Eu sei, até sei: são as memórias que não se repetem, é tudo que acontece diferente com gente diferente em matérias diferentes. Estou diferente? Sim.
Redijo bem mais pela necessidade do que por motivo. É mau. Bem o sei: azar, azareco - diria um 'bicho' que me é próximo.
Portador do conhecimento que a razão diz, por maioria de si própria, ser minha. Porquê, então, este hesitar? Como a passear num fio de navalha que inexiste, bamboleio da esquerda para a direita e da frente para trás. Burro! Quantas terão que ser as vezes até que me convença, quantas vezes mais me maltratar? Isto para cedo não termina, garantidamente. 'A Vida é um Milagre' não passa de outro filme: isso mesmo, um filme - ilusão (desilusão?). Esperar que passe? Quanto tempo? Até que o tempo termine? Não tenho esse tempo...
Idem aspas e a roda circula no vai e vem costumeiro. E eu rodando, amster na gaiola... Se o que foi não volta a ser, então qual o significado de se petrificar na mente? Há diabos que não fogem da cruz... ora, também nunca fui lá muito católico - caramba!
Quantos presentes vividos hipotecados em custa de um passado que não o quer ser: enfim, cessar... Até quando o presente terá que pagar a pretérita factura? Sinceramente, nem passado nem presente o merecem - ou se quer se merecem. Teremos que pedir desculpa por (para?) viver? Eu cá não: cansei-me de escusas parvas; continuo, porém, a pedi-las (?). Chega de se ser - indiscriminadamente - ridículo. Mas tu não me abandonas, passado que se torna em coisa feia, de tanto continuar a ser...
Partir é morrer como amar é ganhar e perder, diz o Paulo - e depois do adeus, mais outra vez - tão certo daquilo que diz. E de que forma o sustenta... Sustentar passados, oras que foram, não é tarefa (só!) minha... não, mesmo não.
Passado. A culpa é dele: sempre - indefinidamente - existiu; e quer-se a existir. A vontade quer-me a desistir de ti: paciência!
Mimos. São e não mos tiras, que ela mos dá de vontade própria. Ganhar é a única palavra que mantém a - sua - honra.
Porque os mimos são bons,
de mim para aqui,

©
Falta de vontade para 'postar'; há-se (re)aparecer, no meio de outras - tantas! - coisas.
Publicado por PmA em novembro 7, 2004 03:19 AMFicou muito fixe!a 'little camera' funciona!:)
Afixado por: i em novembro 8, 2004 05:29 PMEstava a conduzir (mais ou menos). Dificilmente sairia qualquer coisa de jeito.
Mas sim, indubitavelmente melhor que a do telefone (embora esta foto seja um exemplo infeliz).
;)
Afixado por: PmA em novembro 8, 2004 08:41 PM