Deixando escapar... e porque não? Os pruridos, a defesa do self (dos seus afectos), a exposição (mais) pública de factos que queremos privados (ou privar em «privado», que eu adoro redundâncias); este seria o porque não: correspondendo exactamente às mesmas atitudes e posturas que se consumam diariamente no real vivido. Enfim, existe dissemelhança de comportamentos no real e num blog? Não sei, mas creio que, inevitavelmente, existe e sempre existirá um não conhecimento, informação latente, dissimulada ou meramente omissa. Deixando escapar? Porque não?, quero lá saber... que fique ou não aqui mais uma partícula de que se teme (tanto) falar.
Como provocatoriamente insinua o lgm, “mais um post de 3 km”. E?... Pouco interessa que seja lido ou não; interessa-me sim que o tenha escrito; o restante que se...
Irra: uma expressão muito – tipicamente – minha, diz ele a ela. Não se aborreçam, vocês os dois: eu por cá não me incomodo; com um senão apenas, que é o de não desejar que me embarquem juntamente com as vossas palavras – ou façam-no, “Frankly [...], I don’t give a damn”, como o Rhett ou Clark Gable (escolham). Irra, pois é tempo de escrever o que pretendo e já conta o post com meio quilómetro.
Perguntaste-me, com a habitual prepotência (pois, possivelmente não era realmente uma pergunta), se já tinha apagado o teu número da lista. Claro, e como nem tudo pode ser previamente ‘cozinhado’, deixaste-me no embaraço do sem resposta – momentânea: anui para que percebesses que criara raízes, esse teu número, que mesmo que escusasse o falar sabias, oh prepotência!, que o mantinha. Os traços faciais permaneciam, todavia, na mesma rigidez inicial – ali e naquele agora odiava-te (ou odiava-me?). Mas como começo a ficar (também com a tua ajuda!) crédulo em relação a tudo (tudos?)... pois que também pessoas existem que têm ciúmes de uma assinatura digital; mais, sem legitimidade (nenhuma, pequena!) nesse sentimento (bem sabes). Ontem (julgo que sim), para que então fiques a saber, eliminei esse nove qualquer coisa: primeiro da memória do t610, depois do próprio cartão (dos cartões, não só o TMN – o de estimação privilegiada –, como também o Vodafone desconhecem a quem pertencerá, então, um dito cujo nove qualquer coisa); sim, bem sei que tens possibilidade de acalentar a tua prepotência: não consegui executar a mesma tarefa na minha mente, ainda cá mora e promete continuidade indefinida pelo tempo. E não te apoquentes, eu não te sigo, ou busco por sinais do teu carro, como insinuaste – é caso para asserir a interrogação do «por quem me tomas?». Tolo é conceito que aceito, obsessivo-compulsivo não. Por ora não, para sempre: espero. Olha, quando eu e os meus pares éramos miúdos insurgíamo-nos contra os outros fazendo uso da expressão «deves andar a ver muitos filmes», «americanos» - acrescentávamos quando a situação assumia maiores contornos de demência (palavra pesada, ainda hesitei; porém, creio definir bem a ideia que quero passar). E com cúmplices olhares de soslaio gozávamos a ‘vítima’. É assim que se cresce, pretiro de juízos de avaliação.
Apetecia-me ter-te dito mais, o que não seria cliché (como chavão e não como lugar comum, para que não confundas)! Líamos Bourdieu e ríamos com o «noblesse oblige» que o falecido usava quando se remetia a perpassar pelos habitus de classe. Hoje rio eu, porque tu não te ris comigo (já julgo que sim é não para o outro; coisa que, enfim, deixou de ter forma e sentido, contando com as opções a que me entreguei de braços e alma aberta – vazia, fica melhor: vazia). Existem os que me instigam a que pense que, pelo contrário, te ris de mim; que persistam nas suas opiniões, a minha está formada e nem sequer a vou partilhar. E dito isto perdi-me... Ah!, o «noblesse oblige», claro! Retomando. Decidi ficar-me por aquelas palavras em medida espartana, já que é tão belo seguir-se o paradigma do politicamente correcto. Fui politicamente correcto. Acresço, fui correcto. Não caí na ordinária das práticas que consiste em metralhar com tudo o que à cabeça vem e, pufff, extenuados com tanto dizer, depois logo se vê. Tipicamente português... logo se vê... Não, fiquei, e bem, pelo «sumo» (como exigem os professores nas orais, dignos de um cruel inquisidor) deixando cair o acessório (e rude; rude para ser simpático!). Capítulo encerrado. Segue outro: parágrafo, então.
Por coincidência (tu objectarias de imediato, não é coincidência; pois, mas tu aqui não falas [ironia... ohhhh...]), contam-se exactamente, reitero: exactamente, duas semanas desde que publiquei a letra da música que o Paulo de Carvalho tão bem canta, «o ficarmos sós». Diz o Paulo de Carvalho, em “E Depois do Adeus”, «Morri nele/ E ao morrer/ Renasci». Espero que não venha o jcm com a conversa do «e este diz isto, e este diz aquilo, e tu não dizes peva», ou então é desta que recorro ao convite para que se vá passear até a um sítio que eu cá sei (e ele também sabe, muitos também sabem, etc.). Andamos em busca da identidade perdida, não é? Não soa como “Os Salteadores” “da”quela “Arca” igualmente “Perdida”, o meu jeito é consideravelmente(mentementemente) inferior ao dos criadores e criativos da ‘Lucas Films’. Já é tarefa que vem tarde, todavia petrifica-me o receio de que ainda não a terias encetado se eu... (deixa-me estar calado.) Passaria por energúmeno se fizesse a sacramental questão, aquela pautada por um já sabes quem és? De facto, eu sou para alguém o miúdo; deixa-me, contudo, que me interrogue acerca da tua maturidade; terás experienciado algum estádio de regressão? (Esta foi mazinha; e escusada...). Como sou brilhante, verdade?, isto para mim não passa de um rol de questiúnculas menores. (Esta era também escusada, mas paciência...). Deixa-me adivinhar: ao estilo de um sms parvo e descabido, que mais parecia destinado ao teu umbigo que a mim, com que me prendaste, estou convicto que decidiste que nada decidiste. Pronto, é uma decisão. A não-decisão é per si decisão. Anda em voga uma determinada mentalidade, sustentada pelo tempo, quanto às tomadas de decisão: nada se faz – portanto, acabando por fazer –, deixando a outrem o ónus. E pronto, não é que a consciência (que bicho é?...) fica a flutuar, a remar algures no sétimo céu, de tão leve que está? Cinismo o meu; e gosto. Capítulo II encerrado; rememos, como a mencionada consciência o faz, para o que se segue. Novo parágrafo.
Até já os amigos psiquiatras transpiram (enfermam, numa linguagem mais apropriada à especialidade) equações económicas. Rex, a economia! Assim diz então o JG: “Tens recursos para o fazeres por conta própria”. Recursos? Desculpa lá, pá, mas ainda não fiz o inventário... de recursos (?). Contudo a este dou o dito desconto, é um tipo competente e de ideia (quanto a mim perversa), ou apologia, que a máxima «o que o olhos não vêem, o coração não sente» pode perfeitamente constituir um excelente (quiçá brilhante!) modus vivendi. Talvez errado esteja eu, afinal nem a porcaria do mestrado consigo encaminhar, pois este vai balançando no fio-da-navalha, ie, às portas do «adeus, volte a candidatar-se, obrigado» por parte do secretariado do departamento de Sociologia, do seu Coordenador (do Mestrado, não do Departamento) e do Gabinete de Pós-Graduações da distinta FCSH. Dane-se. Volto a candidatar-me se as circunstâncias o exigirem; e volto a ser admitido (melhor, não perco nada já que se tenho zero créditos a devolução das propinas está garantida; não farão uma espalhafatosa jantarada com a maquia da inscrição e seguro escolar). Resta-me, entre outras poucas, a esperança da interferência – no processo – de alguém com que já fui indecoroso neste texto. Desculpa, mas há verdades que têm que ser ditas, ainda que sendo de forma escamoteada (não, não estou a dar graxa; sei que o farias na mesma – em vários aspectos és muito melhor que eu, acredita). E aqui está o «the end» do capítulo III.
Olho para o meu querido t610 (julgo gostar dele mais do que de algumas pessoas; ah, a bela ironia... não terá algum criativo criado, recorrendo ao pleonasmo, as usual, uma ode a esta característica tão perfeitamente humana?) e percebo que a sms continua pendente. De que vale? Há-de ser sempre assim, qualquer porcaria por razões que a razão não explica andam sempre em perfeita assincronia. E um final sozinha? Penso que comigo não, extirpem-se as ilusões: são perigosas quando nos fazem crer viver numa realidade alternativa. Todavia, recuso a lógica, que se expande ao género de uma pandemia, do «encalhado»; encalhados só mesmo os barcos, o que me recorda o famoso Tolan no Tejo. Quanto muito, ao aceitar o jogo com a palavra, parece-me que «encalhado» é um estado e não uma propriedade: fazem-na passar como dogma, a irreversibilidade de um fado maldito. Prezo e respeito muito aqueles que optam por viverem com o cão ou o gato, deixando as relações consistentes (?) para quem as quiser (quase todos!), preferindo a alternância ao sedentário. Não sou assim, nem quero ser. Só para já, por uns tempos; alterar-se-á, com o devido tempo, a forma de pensar. «Encalhado»... «encalhado» este parece-se com o cão abandonado que busca dono, mesmo não o admitindo; dono é que dispenso, jamais gostei de ser arbitrariamente mandado – basta o que não percebo, pelo que moldes manifestos rejeito em absoluto. Quando a (momentânea e impreterível) ‘paixão’ egocêntrica for ultrapassada logo verei – mas um estúdio ou um t-zero não me desagradariam.
Se queres mesmo uma resposta à mensagem, pois então não me coibirei: quem me dera que no dia que te conheci tivesse feito gazeta à faculdade, como era hábito meu; que tudo fosse diferente, que tivesse dito ao João, o madeirense, que discordava dele, “não, de facto não vejo ali nada de extraordinário” – deveria ter dito; devia ter-te deixado entregue à F Neto e preocupar-me com o meu cursozito; devia ter fechado os olhos e esperar pela Mafalda do Seminário de Exercícios Integrados que só mais tarde apareceu – que queria e a quem me escusei, gostando muito dela: mas nem o número de telemóvel restou, tantas as vezes que perdi telefones nas incursões nocturnas, aparelho atrás de aparelho. Preferia que o cruzamento tivesse sido numa estrada diferente, num caminho que não comungaríamos – sem reservas, sem tretas.
E pronto, como dizem (jcm, já te avisei...) uns jovens que conheço, já lavei – embora superficialmente – a alma. E como quase ninguém há-de ler isto, menos terei que me importar, de orelha levantada à espera do ruído. E fim. Dixit.
“The place was dark and the band played loud
His voice sounded kind of dry
He said: who's that guy with the funny smile?
She said:
He's just a friend of mine”
‘Just a friend of mine’, Vaya con Dios
[e como res sacra mister! nil novi sub sole... latim, bonito para acabar]
Ei, n li ainda, estou com muito sono. Passo para ler depois. Pode ser?!!
Bjus
=*
Pode...
Afixado por: PmA em outubro 24, 2004 07:15 AMUfff...ainda atordoada....acho que vou precisar de voltar cá e tornar a voltar, até coseguir entender tudo o que aqui dizes....preferia que atendesses, ainda estou à espera...talvez um até já???*
Afixado por: i em outubro 24, 2004 05:57 PMAcreditei que estávamos finalmente em sintonia...não entendo (quase)nada do que dizes.Sabes que ainda tens "aquele lugar" guardado, não sabes? que é impossivel alterar "por decreto"! (quanto mais num dia apenas!!)
Beijos***
Todos temos direito às nossas convicções.
Eu, na minha, guardo garantidamente um conceito de sintonia radicalmente dissemelhante ao que foi exposto no anterior comentário.
Cumps.
Afixado por: PmA em outubro 25, 2004 04:05 PMA arrogância é feia, muito feia!:(
Afixado por: i em outubro 25, 2004 05:57 PMA prepotência também.
;)
Convencido!!;)
Afixado por: i em outubro 26, 2004 03:37 PMRealista!
:PPP
Exagerado!!*)
Afixado por: i em outubro 26, 2004 05:28 PMBem, não me quero intrometer na conversa... ;)
Afixado por: Twilight em outubro 27, 2004 09:16 PMEheheh. Estás à vontade.
;)
FODASSS estava só á procuro de fotos do Tolan e calha-me isto!!!!
Afixado por: jafui em janeiro 3, 2005 10:45 AM