outubro 02, 2004

Full Moon in Blue Water

Nem tudo tem lógica. Quem disse que tinha de ter? Não sei, talvez a arrogância deste ser nesta condição tão humana – orgulhosamente humana; penosamente humana: e julgamos, cremos, ser tudo. Não nos servirá o exemplo de uma lua reflectida à luz de água para que nos apercebamos que somos tão só mais um/ uns?
Ela vai, ela volta: parece que tão depressa vai acima como vai abaixo; bah, é para esquecer, é para isso mesmo que serves. O reflexo da luz na água retorna com a inflexão: não nos conhecemos, nem sequer somos nós próprios – mas somos. É tudo igual, ainda que esse todo mude; é o mesmo e assim será. Não convém é deixar esquecermo-nos: enfim, somos o substrato que atribui o sentido: realidade incontornável que, então, aprenda-se a viver com ela.
Tudo igual, tudo diferente; tudo na mesma.

Publicado por PmA em outubro 2, 2004 03:25 AM
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