Se a paciência escasseia, se nada me ocorre ou apetece escrever... porque não dar forma, em texto, a isso mesmo?
É natural e compreensível que neste quotidiano vivido que vivemos assim aconteça; é mesmo assim, no quotidiano o experienciado corresponde à amplitude do possível, das possibilidades do ocorrível, do que pode acontecer, ser e ser vivido.
Porque não deixar expresso que agora, desconheço se devido a paciência(s) esgotada(s), nada consigo escrever; devo acrescentar-lhe uma inspiração enferma? Talvez. Nada ter em mente para publicar, ou consegui-lo para o efeito, é ter também qualquer coisa a dizer: nada acaba por ser acção por inacção, acção por causalidade contrária; nada não é inércia e vazio, não se pode nem deve comparar a uma espécie de absoluto estanque no tempo, pois que este – o tempo – com nada ou com muito jamais pára na nossa compreensão humana. Nada é ser, de forma diferente porém sempre ser.
Este nada carrega em si características positivas, aptas, que contudo não se devem prolongar indefinidamente; nada, ainda que positivo, não pode tornar-se (n)um paradigma de vida: é uma, uma mais, transição entre o todo do quotidiano vivido: e muito tenho ainda a viver e vivenciar, espero.
Nada, por agora; qualquer coisa, depois.
“It’s just a phase
You’ll grow out of it”
(‘Caffeine’, Faith no More)
há momentos em que não há nada para contar, para dizer ou exprimir. momentos de silêncio. e quem disse que eram maus?
abraço!
Concordo.Há fases mais comtemplativas...
Afixado por: i em agosto 30, 2004 11:01 AMNo entanto, precisaste de alguma paciência para escrever um "post" como este.
Afixado por: Amílcar em agosto 30, 2004 07:46 PM