Este já voou pela janela... ou talvez não: pois, este já é o clone – como prefiro chamar-lhe; o original deixou de trabalhar: menos pelo impacto do que pela sensação de abandono que terá sentido até encontrar o chão após uma trajectória de voo que não acompanhei.

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Parece que estamos sempre a tentar remediar erros passados: substitui-se o original por réplica e tudo, ilusoriamente, permanece dentro da normalidade.
Pena que façamos desta estratégia um modos vivendi, como se tudo tivesse, obrigatoriamente, substituto através do ‘clonado’. Já que menciono, recordo-me que os ingleses são hoje os pioneiros na clonagem humana no sentido de legitimidade legislativa. Acho bem: eu e uns colegas, com as devidas precauções que aqui (muito) se justificam, defendíamos perante o professor doutor Daniel Serrão, grande estudioso na bio-ética, este tipo de procedimentos; surpresa das surpresas, o sr. Daniel Serrão acabou por concordar connosco (no plano científico, ie, enquanto cientista; no plano da decisão pessoal, a atitude era outra; de qualquer forma, passei a ter um enorme respeito e admiração por este senhor – para mais, de uma geração bem anterior à minha e respectivos colegas).
Cumprimentos.