agosto 16, 2004

Agora: sem nada a esconder.

Obstáculos existem que não conhecemos a forma de contornar: existem e não é sensato deles tentar fugir. Na impossibilidade de contornar o que teima em querer-se, orgulhosamente em estupidez, incontornável resta a opção que a todo o custo se deve evitar, aplicando-se única e exclusivamente como última ratio: a ignorância.
Custa, não nego, ignorar aquilo que não o deveria ser. Forma, porém a única forma, de abrir os olhos a pastores que teimam em querer conduzir o seu gado na cegueira das suas crenças. Se mesmo assim não abrem os olhos, é porque também, nos e pelos seus preconceitos, os cerraram à nossa felicidade – ou à minha: e aí, aqui, não o permitirei. A grande ruptura, diz Fukuyama. Se assim estiver destinado pelas nossas acções... bom, assim o será: porque fechar os olhos à felicidade própria é da maior gravidade, é negarmo-nos enquanto pessoas e legitimar que outros nos marionetem.

Nem que seja a expensas de tudo e de todos, eu próprio valerei por mim.

(no remorse)

Publicado por PmA em agosto 16, 2004 05:47 PM
Comentários

Boa!Aguent'aí bem firme!Solidária de novo!;)

Afixado por: i em agosto 16, 2004 06:17 PM

É esse mesmo o espírito! Força!

Afixado por: Twilight em agosto 16, 2004 08:07 PM

A Grande Ruptura de Fukuymama merecia, apesar de livro medíocre, mal traduzido pela Quetzal em 2000, o anti-americano mais pro-americano que se conhece do autor, ser citada com propósito e a propósito. Escrever,na sequência, "A Grande Ruptura, diz Fukuyama" ou, "A Grande Ruptura, digo eu...ou diz A, ou B--ou miou o gato" era, apesar e tudo, mais sóbrio do ponto de intelectual e sobretudo menos pedante "nem que seja a expensas de tudo e de todos". Ou "(fill in the blanket)", como diz Fukuyama.
O embuste do filósofo amador doméstico, como dermatatologia geral do pensar ou a arte de todas as superfícies...tão diferente no verbo e nos modos.
Ass. (....) diz Fukuyama.

Afixado por: em agosto 17, 2004 12:21 AM

Caro incógnito, o Fukuyama é mais neoliberal que o próprio Friedrich Hayek. Para tal compreensão basta atentar às duas primeiras obras traduzidas para português: 'O Fim da História e o Último Homem' e 'Confiança'.
Não compreendo a dicotomia anti/ pró americano: não duvido quanto á sua essência, seguidor absoluto - e pior, toldado de enorme ceguez - das filosofias hegelianas que rege à sua vontade. Como bom liberal, ou neoliberal, é absolutamente antagónico à ideia de Estado-Providência e ao emanente ao conceito. O Último Homem, como num discurso 'fácil' sustenta, só poderá mesmo ser ele adicionado a 1/500 da população mundial. Não é, com toda a certeza, paradigma que suporte - porém, ainda bem que nos avisa: como ele há muitos, muitos que desconhecem o significado da expressão 'crescimento sustentado'.
No fundo, à sua particular maneira, acaba por ser mais papista que o papa.

Cumprimentos.

Afixado por: PmA em agosto 18, 2004 01:26 AM

Nietzsche disse sobre a mulher aquilo que lhe escrevo a si:"é uma superfície que tenta imitar a profundidade".Você não tenha necessidade disso.
Essa sua escrita arrebicada e confusa induz o ignorante na busca de uma ideia, de algum raciocínio organizado que de facto inexiste no que escreve.
É pena. Já lhe li coisas melhores. A honestidade intelectual é uma virtude, de entre outras que não possui.Quase todos os homens tÊm uma concepção vaidosa da sabedoria, que julgam possuir em maior grau do que o vulgo.
Uma vez que trouxe, à guisa de liberalismo, Hayek (o mesmo que falar do Eusébio a propósito do Benfica), escrevo-lhe que este seu blog ganhava muito mais em ser uma "grown order" do que a "made order" que pretende ser, assim sendo uma "road to serfdom" para si próprio.. Gostaria de o continuar a ler, mais na espontaneidade e menos na elaboração. Ganha mais.VocÊ. Eu, poco ou nada, em desmascarar o vulgo. É demasiado claro. Pena. Você tem, de facto, talento.

Afixado por: em agosto 18, 2004 09:21 AM

Remeto resposta para publicação futura(mente breve).
Cumps.

Afixado por: PmA em agosto 18, 2004 03:07 PM