maio 30, 2004

A (minha) ignorância do costume

Soube há três dias, por intermédio de uma colega mestranda, que existe uma tipologia distinta para aqueles seres visceralmente ligados a computadores. Fiquei, portanto, a saber distinguir que esses homenzinhos, (ou senhoras, sem primazia para uns ou outros) com o tique (julgo com toda a convicção que se trata de um qualquer ‘desentendimento’ a nível neuronal) de entrar em outros computadores e/ ou redes, se dividem, pelo menos, em duas categorias: as de hacker e cracker.

A distinção entre eles, em princípio, revela-se inclusivamente bastante simples:
- hacker: pese embora esta categoria caber nas malhas da justiça, são considerados praticantes de actividades criminosas, logo criminosos pela praxis, estes bichos são, a priori, manifestamente inofensivos (pois, claro que por vezes seguem-se os efeitos perversos). O seu intuito é penetrar e/ ou quebrar barreiras de defesa, quanto mais avançadas maior é o desafio, por puro gozo, regozijo e por realização do seu (imenso) ego. As suas intenções não são perniciosas, não pretendendo obter mais valias para si próprios ou boicotar outrem;
- cracker: resumidamente, apresenta-se com grande semelhança ao perfil anteriormente traçado, mas a sua acção é traçada para objectivos determinados onde se inclui o usufruto de mais valias adquiridas de forma (altamente) ‘duvidosa’, boicotes a trabalhos informáticos – principalmente os de marca registada – como alteração de dados ou destruição parcial/ total dos mesmos, boicotes ao funcionamento de redes e programas, e um sem número de outras práticas que escuso de enumerar já que todos fazem mais ou menos uma ideia daquilo a que me estou a referir. São tidos como altamente perigosos e estão sujeitos a uma permanente caça por parte das instâncias formais de controlo (e não só!); muitas vezes, são também mercenários a soldo de outros interesses (a mais das vezes, particulares).

Enfim, dentro do grande universo de ‘hackers’, há os bonzinhos, hackers, e os mauzinhos, crackers. É como em tudo na vida, nem no mundo virtual existe originalidade por aí além – até poder-se-ia escrever um conto de fadas com estas personagens tão características.

E pronto, posso afirmar com acérrimo vinco que fiquei mais feliz por terem partilhado comigo – e outros felizardo que tal – esta vitalíssima informação.
Aguardo então que termines o teu trabalho final e me dês o privilégio de o ler com todo o interesse que lhe é devido; mas não muito depressa, afinal não desejo que os próximos meses se passem como de ontem para hoje – de qualquer das formas, boa sorte.

Gostava de finalizar com um simples pedido a esses senhores (se por acaso se enganaram e abriram este blogue): pá, eu não faço mal a ninguém, não tenho acções da microsoft, não sou parente do Bill, não trabalho para o sis e muito menos para a cia ou mossad, por isso não me ‘arrebentem’ com a máquina nem com este blogue, por favor!
Eu não pesco nada disto e iria demorar mais que um ano até ter toda a treta a funcionar normalmente outra (mais uma) vez.

;)

Publicado por PmA em maio 30, 2004 09:28 PM
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